A busca pelo voo MH370 rendeu alguns achados incríveis

O destino trágico do voo MH370 provavelmente não será resolvido, já que o avião que ia de Kuala Lumpur até Pequim desapareceu em 8 de março de 2014, menos de uma hora após a decolagem. Uma busca interminável por pistas no oceano não chegou a qualquer conclusão, mas revelou alguns dos mistérios lá do fundo.

À medida que examinavam as águas do Oceano Índico em busca de destroços do avião, transformaram o que antes era uma região remota do planeta em uma das partes mais meticulosamente mapeadas do fundo do oceano. No processo, eles produziram algumas imagens deslumbrantes.

A agência do governo australiano, Geoscience Australia, coordenou a pesquisa intensamente e agora lançou alguns dos dados coletados e mapas criados durante o ano. Os resultados são um vislumbre surpreendente em uma região até então pouco estudada, que está cheia de cânions, afloramentos rochosos e planaltos expansivos.

Geoscience Australia

“Estima-se que apenas 10 a 15% dos oceanos do mundo tenham sido mapeados graças ao tipo de tecnologia utilizada na busca do MH370, tornando esta parte remota do Oceano Índico entre as regiões mais bem mapeadas do oceano em todo o planeta”, explica o Dr. Stuart Minchin, chefe da Divisão de Geociências Ambientais da Geoscience Austrália, em um comunicado. “Esses dados são únicos, tanto por causa da localização remota da área de pesquisa quanto por causa da grande escala da área pesquisada”.

Eles foram capazes de localizar navios naufragados e outros detritos náuticos. Geoscience Austrália.

Os dados são tão bem detalhados, que são capazes de documentar outros objetos que descansam no fundo do mar, mostrando toda uma série de naufrágios, dos quais alguns barcos se encontram intactos e outros, destroçados. As imagens estão em uma resolução tão alta que são capazes de identificar objetos muito pequenos no chão do oceano, incluindo cabos de navios, barris de petróleo individuais e esqueletos de baleias.

O governo espera que, enquanto a pesquisa não consiga localizar o voo, os dados obtidos possam ser utilizados ​​por geólogos, biólogos marinhos e outros cientistas. Embora tenham lançado apenas uma parte dos dados até agora, o plano é publicar um segundo conjunto de informações em algum momento de 2018.

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