Brinicle, o dedo gelado da morte

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Já sabemos que são dos oceanos que brotam a maioria das coisas assustadoras que conhecemos ou que, alguma vez, já ouvimos falar em lendas e mitos.

De fenômenos esquisitos a seres lendários, como os Krakens a título de exemplo, podemos afirmar que os oceanos não são apenas o berço de toda a vida na Terra, como também podem ser um grande jazigo, onde vida e morte se unem através da origem ou do desaparecimento completo de muitas espécies.

Com os oceanos não se brinca: além de poderem acabar com cidades, arquipélagos e com grandes impérios, os oceanos podem trazer à tona um universo de possibilidades devastadoras, dignas até mesmo de aparecerem em filmes de terror.

E esse é o caso de Brinicle: o dedo gelado da morte.

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Brinicle é um fenômeno raro, muito semelhante a um “tornado subaquático” que ocorre em águas polares. Ele é chamado de “dedo da morte” por sua formação, que muito semelhante a uma estalactite, ou seja, um “dedo gigante”, sendo um fenômeno capaz de deixar consequências devastadoras por onde passa: o Brinicle pode congelar tudo o que há ao seu redor. Literalmente, tudo.

O “dedo gelado da morte” foi visto pela primeira vez pela equipe da BBC que fazia uma exploração na Antártida, em 1974. Ele ocorre apenas durante o inverno polar, época em que a temperatura acima do mar cai para pelo menos -40 °C, sendo bem mais fria do que a água do oceano, cuja temperatura gira em torno dos -2°C.

Nessas condições, o congelamento da superfície da água acaba formando uma espécie de “gelo poroso” repleto de “canais internos”. Assim sendo, a água salgada do mar acaba passando por esses canais, fazendo com que a água menos fria suba e a mais fria desça, por conta de sua densidade.

O resultado é que, quando sai do “canal”, a água acaba se congelando, aumentando milimetricamente a estalactite.

Quando o mar está calmo essa formação não é quebrada e o “dedo da morte” vai crescendo ao ponto de tornar-se autossuficiente, até chegar ao fundo do mar. Nesse processo e já sob a forma de um raio de gelo gigante, vai congelando seres que não conseguem escapar, como as estrelas-do-mar por exemplo. Ao atingir o fundo do oceano, começa a criar um rastro assustador, como um imenso “rio de gelo”.

Para se ter ideia de seu poder destruidor, em um vídeo capturado perto da ilha Razorback, na Antártida, um Brinicle atingiu os dez metros de altura em apenas seis horas.

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Talvez venha desse fenômeno assustador a grande inspiração para grandes clássicos do cinema como Frozen, que acaba deixando fenômenos como esse um pouco menos assustadores sob a ótica de uma animação, não é mesmo?

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