Bebê nascido com 21 semanas torna-se o mais prematuro a sobreviver

Um bebê de 1 ano e 4 meses estabeleceu recentemente um novo recorde mundial. Tendo nascido 132 dias antes da hora, ele é oficialmente o bebê mais prematuro a sobreviver em toda a história.

Ainda que possa parecer estranho, o nascimento de prematuros não é tão incomum assim. Na verdade, a cada dez nascimentos ocorridos nos Estados Unidos, um é considerado prematuro. Isto é, ocorrido antes da 37ª semana de gravidez. Se um bebê nasce apenas um dia antes da hora, é claro que isso não representa um grande risco. Mas quando uma gravidez termina inesperadamente meses antes da data prevista para o parto, as chances de sobrevivência caem drasticamente. De acordo com as estatísticas americanas, um bebê nascido com 32 semanas, por exemplo, tem 95% de chance de sobreviver. Mas essa taxa cai para menos de 50% para bebês nascidos com 24 semanas de gestação.

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Exatamente por isso, quando os gêmeos Curtis e C’Asya deixaram o ventre de sua mãe, com apenas 21 semanas e um dia de gestação, os médicos não acreditavam que eles pudessem sobreviver. “Normalmente, nós aconselhamos o atendimento compassivo em situações de partos extremamente prematuros. Isso permite que os pais segurem seus bebês e apreciem o pouco tempo que podem passar juntos”, explicou Brian Sims, médico assistente da Universidade do Alabama, em Birmingham.

Infelizmente, para um dos gêmeos, a história não terminou bem. C’Asya acabou falecendo apenas um dia depois de nascer. Mas contrariando todas as expectativas, Curtis viveu para se tornar oficialmente o bebê mais prematuro da história a sobreviver. “Curtis comemorou o seu primeiro aniversário em 5 de julho de 2021. Nesse ponto, ele se qualificou como o bebê mais prematuro a sobreviver”, conforme o anúncio publicado pelo Guinness World Records.

Para se ter uma ideia, Curtis nasceu pesando apenas 420 gramas, menos de 1/8 do peso normal de um recém-nascido. Para sobreviver, ele passou por cuidados intensivos, 24 horas por dia, em uma UTI Neonatal especializada.

“Ele desde o início respondeu bem ao oxigênio, sua frequência cardíaca aumentou, seus números aumentaram… Ele queria sobreviver”, disse Sims. “Eu faço isso há quase 20 anos… E nunca vi um bebê tão jovem ser tão forte quanto ele. Havia algo especial em Curtis”. O bebê passou 275 dias, quase o mesmo tempo em que esteve no ventre de sua mãe, para poder receber alta.

Para tornar-se o detentor deste título, Curtis bateu Richard Hutchinson, de Wisconsin, nos EUA, por apenas um dia.


Com informações do IFLScience.

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