Bactéria sobrevive a todos antibióticos disponíveis e mata mulher nos EUA

No ano passado, os médicos nos EUA foram incapazes de tratar uma paciente infectada com uma estirpe bacteriana que era resistente a 26 antibióticos diferentes. Depois de submeter as bactérias a testes múltiplos, os médicos descobriram que ela é “resistente a todos os medicamentos antimicrobianos disponíveis”, e a paciente de 70 anos morreu de infecção.

Detalhado em um recente relatório publicado pelo Centers for Disease Control and Prevention, o caso destaca a ameaça significativa que o surgimento de bactérias altamente resistentes está se tornando para a saúde pública mundial. A paciente do caso foi inicialmente internada em um hospital na cidade de Reno (estado de Nevada), depois que voltou da Índia com um inchaço infectado em seu quadril direito.

Depois que os médicos realizaram testes, descobriram que ela estava infectada com uma bactéria resistente conhecida como Klebsiella pneumoniae. Vivendo normalmente no intestino e sem causar problemas, a K. pneumoniae é bastante oportunista em sua infecção. No caso da mulher do relatório, a infecção entrou no osso após uma fratura do fêmur na Índia, e posteriormente se espalhou para o quadril.

No momento em que ela chegou ao hospital em Reno, a infecção se espalhou, causando inflamação em todo o seu corpo, enquanto o sistema imunológico tentava corrigir o problema. Depois de uma série de testes que mostraram que a bactéria era resistente a todos os antibióticos disponíveis para uso nos EUA, a paciente faleceu.

No entanto, é improvável que ela tenha contraído a bactéria em território estadunidense. Com o tempo que ela passou na Índia e os períodos prolongados em que esteve hospitalizada lá nos dois anos anteriores, os autores sugerem que ela provavelmente tenha contraído a infecção no exterior. As chamadas “superbactérias” são cada vez mais comuns na Índia, e com a relativa facilidade com que as pessoas podem viajar hoje, a ameaça de propagação também aumenta.

O relatório recomenda que os médicos prestem mais atenção no detalhe de onde seus pacientes podem ter sido tratados anteriormente. Embora este não seja o primeiro caso de bactérias altamente resistentes em solo estadunidense, ainda é uma ocorrência rara.

 

 

 

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