Autoridade se pronuncia sobre temores envolvendo um possível serial killer após três mulheres serem encontradas mortas em uma cidade turística, enquanto detalhes assustadores vêm à tona

por Lucas Rabello
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Autoridade se pronuncia sobre temores envolvendo um possível serial killer após três mulheres serem encontradas mortas em uma cidade turística, enquanto detalhes assustadores vêm à tona

Uma série de mortes recentes em Puerto Vallarta, um dos destinos turísticos mais conhecidos do México, acendeu um alerta que vai além das estatísticas criminais. Enquanto autoridades evitam ligar oficialmente os casos, uma deputada estadual decidiu romper com o discurso oficial e levantar uma hipótese perturbadora: a possibilidade de um assassino em série estar atacando mulheres na região.

A preocupação veio depois que três mulheres foram encontradas mortas em Puerto Vallarta em poucas semanas. No estado de Jalisco, o número de feminicídios chegou a sete. O detalhe que mais chamou a atenção foi a forma como algumas vítimas foram encontradas. Em pelo menos dois casos, possivelmente três, as blusas das mulheres estavam levantadas sobre o corpo.

Para Yussara Canales, deputada estadual que representa o 5º distrito de Puerto Vallarta, esse padrão não pode ser ignorado. Em entrevista ao New York Post, ela afirmou: “Foi esse detalhe específico que inicialmente levou à suspeita de um assassino em série”.

As vítimas encontradas em Puerto Vallarta

Duas das mulheres encontradas mortas ainda não foram identificadas. A primeira, que aparentava ter cerca de 30 anos e usava uma blusa azul, foi achada em 10 de maio na Avenida Victor Itiburde, perto do rancho El Pirulí. Ela estava deitada de costas e tinha cortes nos dois pulsos.

Cinco dias depois, outra mulher, com idade estimada entre 35 e 40 anos, foi encontrada morta perto do Hyatt Ziva Puerto Vallarta, um resort de alto padrão. Segundo as informações divulgadas, ela apresentava sinais de uma pancada na cabeça.

O terceiro caso envolve Elizabeth Galindo, de 25 anos. Ela havia sido dada como desaparecida no Estado do México em 29 de abril e foi encontrada morta em Puerto Vallarta em 21 de maio. O corpo apresentava múltiplos sinais de violência e hematomas no rosto.

Apesar das semelhanças que chamaram a atenção pública, a promotoria estadual descartou oficialmente qualquer ligação entre a morte de Elizabeth e os outros dois casos. Yussara Canales discorda dessa conclusão e afirma que a hipótese precisa ser investigada com mais seriedade.

Turismo, Copa do Mundo e pressão pública

O cenário se torna ainda mais sensível porque Puerto Vallarta depende fortemente do turismo. A cidade fica a cerca de 52 minutos de avião de Guadalajara, uma das sedes de jogos da Copa do Mundo em junho. Para Canales, essa proximidade com um evento internacional pode estar influenciando a postura das autoridades.

“Vou dizer por que acho que fizeram isso: porque, infelizmente, essa notícia está ganhando manchetes internacionais. Está deixando nossa cidade portuária em uma imagem muito ruim”, declarou a deputada.

Ela também sugeriu que a promotoria pode estar tentando conter o impacto negativo sobre a imagem do município. “Talvez essa seja a forma da procuradoria-geral tentar neutralizar toda a notoriedade negativa que nosso município está recebendo atualmente.”

Os números reforçam a tensão. Apenas nos cinco primeiros meses de 2026, cinco mulheres foram assassinadas em Puerto Vallarta. Em todo o ano anterior, foram três.

Para Canales, a discussão não é apenas política ou turística. É uma questão de segurança para as mulheres que vivem e circulam pela cidade. “Eu acredito que isso é algo que nos coloca em muito alerta, algo que nos obriga, como mulheres, a sermos muito mais cautelosas e, infelizmente, a viver com medo”, afirmou.

As investigações continuam em andamento, enquanto famílias, moradores e visitantes acompanham o caso em uma cidade acostumada a vender paisagens paradisíacas, mas que agora enfrenta uma sombra cada vez mais difícil de ignorar.

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