Astrônomos encontraram 3 estrelas ‘zumbis’ que voltaram à vida

Não é esperado que as estrelas voltem à vida após a morte do após uma supernova (nome dado a explosão de uma estrela gigante), mas astrônomos viram três que fizeram exatamente isso, sobrevivendo à explosão catastrófica que geralmente marca o fim da vida de uma estrela.

Essas peculiares estrelas “zumbis” se movem muito mais rápido do que os seres humanos mortos-vivos com quem você pode estar familiarizado no cinema e na TV, e os astrônomos acham que podem ser uma classe completamente nova de estrelas.

Estrelas zumbis como essas são raras, mas não são inéditas: outro objeto cósmico semelhante, chamado LP 40-365, foi visto em 2017. As três novas estrelas zumbis destacadas em um estudo recém-publicado parecem ter muito em comum com LP 40- 365, incluindo seu tamanho relativamente grande, mas relativamente pouca massa.

“Nossas novas observações apoiam fortemente a interpretação de que as novas estrelas, como a LP 40-365, são as anãs brancas parcialmente queimadas que sobreviveram à ruptura de uma supernova termonuclear em um cenário de degeneração única”, escrevem os pesquisadores.

Anã Branca é o nome dado a um tipo de estrela muito menor que as estrelas comuns e com um brilho pequeno se comparado às demais. Ela representa o estágio após a morte de uma estrela que não era massiva o suficiente para virar uma supernova, e que acabou se transformando em uma nebulosa planetária.

Os cientistas agora acreditam que uma nova classe de supernova , chamada de supernova Tipo Iax, pode deixar para trás algo da estrela anã branca, talvez porque a explosão final foi mais fraca ou diferente de alguma forma.

O pensamento é que, como duas estrelas se combinam para formar uma supernova Tipo Iax, a fusão nuclear crucial só ocorre dentro de uma bolha específica, o que significa que parte da matéria escapa. É apenas uma hipótese por enquanto, mas as novas estrelas são mais evidências disso.

As novas estrelas – J1603−6613, J1825-3757 e J0905 + 2510, têm atmosferas primárias de neon, oxigênio e magnésio, relatam os astrônomos, o que é incomum, mas se encaixa com o que seria esperado de um sobrevivente de supernova. Parece que muito da estrela foi queimada, mas sobrou alguma coisa.

“É como se elas tentassem se tornar supernovas e não conseguissem chegar lá”, disse à New Scientist a astrofísica Ashley Pagnotta, do Colégio de Charleston, na Carolina do Sul, que não participou do novo estudo.

Ainda há muita coisa que não sabemos sobre essas estrelas fugitivas ou zumbis, mas a descoberta é encorajadora para os pesquisadores. A equipe estava procurando especificamente estrelas desse tipo, com massa particularmente baixa e alta velocidade, usando observações do telescópio espacial Gaia e de outras fontes.

A pesquisa foi publicada no Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

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