Arqueólogos abrem sarcófago enorme de 2.000 anos

por Lucas Rabello
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Arqueólogos do Ministério das Antiguidades do Egito desenterraram um sarcófago de granito preto no distrito de Sidi Gaber, em Alexandria, despertando grande interesse e preocupações especulativas sobre maldições antigas. A descoberta, estimada datar do período Ptolemaico do Egito (323-30 a.C.), marcou um achado significativo para a comunidade arqueológica, dado o contexto histórico da era entre o fim do reinado de Alexandre, o Grande, e o início da dominação romana sob Otaviano.

O sarcófago enorme, medindo aproximadamente 2,5 metros, inicialmente alimentou superstições entre a equipe de escavação, com alguns membros expressando temores de que abri-lo poderia desencadear uma maldição. “Estávamos preocupados com as possíveis implicações de perturbar tal artefato”, admitiu um arqueólogo, refletindo a mistura de curiosidade científica e folclore que frequentemente acompanha tais achados.

Ao abrir o sarcófago, que havia permanecido selado por uma camada de argamassa entre sua tampa e corpo, a equipe descobriu três esqueletos submersos em água vermelha estagnada, ao contrário das esperanças iniciais de que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande. Shaaban Abdel Moneim, especialista em estudos de múmias e esqueletos, identificou os esqueletos como masculinos, com um mostrando sinais de uma lesão por flecha, sugerindo que eram soldados.

A condição do sarcófago e de seu conteúdo apresentou desafios para a equipe. “O fedor da água era avassalador, forçando-nos a ventilar a área antes de prosseguir”, relatou um dos arqueólogos, destacando a dura realidade de tais escavações em oposição às versões romantizadas frequentemente retratadas na mídia.

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Após a descoberta, os esqueletos foram transportados para o Museu Nacional de Alexandria para análises adicionais e esforços de preservação, sublinhando o valor científico da descoberta além do espetáculo e superstição iniciais.

Em uma reviravolta bizarra, a descoberta também desencadeou uma petição online defendendo o consumo da água do sarcófago, baseada em crenças infundadas em suas supostas propriedades místicas. A petição, que reuniu milhares de assinaturas, foi recebida com incredulidade e preocupação pela comunidade arqueológica. “É espantoso que as pessoas manifestem interesse em algo tão perigoso”, comentou um funcionário do museu, refletindo sobre o rumo peculiar dos eventos em torno da abertura do sarcófago. Apesar do fascínio público, os oficiais descartaram a petição, priorizando a preservação e o estudo do artefato e sua importância histórica.

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