O pássaro gigante que dominava os céus

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Por mais que os biólogos se esforcem constantemente para catalogar e estudar todas as espécies que rondam ou já rondaram o nosso planeta, essa não é uma tarefa fácil. O processo de evolução das espécies deixou para trás várias dúvidas, mistérios e elos que os cientistas batalham muito para tentar entender. Felizmente, graças aos fósseis e demais pistas deixadas para trás por espécies extintas, hoje podemos entender um pouco mais sobre elas. Esse é o caso do ‘Argentavis’, ave descrita pela primeira vez em 1980, e que provavelmente viveu no final do Mioceno, há aproximadamente 6 milhões de anos.

Durante muito tempo foi considerada indiscutivelmente a maior ave que já viveu na Terra. Entretanto, em 2014, com a descoberta do Pelagornis sandersi, sua majestade foi questionada, pelo menos no que diz respeito à sua envergadura. De qualquer forma, como há muito mais informações do Argentavis do que sobre o seu “rival”, muitos cientistas ainda rejeitam tirar o seu posto de maior ave da história.

Reprodução

Segundo as estimativas dos cientistas, o Argentavis chegava a pesar 80kg, esbanjando uma envergadura de 7,6m, com 2m de altura e 1,3m comprimento. O tamanho impressionante desta ave fazia com que ela enfrentasse algumas dificuldades para voar. Para levantar voo, ela dependia de uma corrente de ar, já que seus músculos eram capazes de fazer voar todos os seus 80kg. Uma vez no ar, entretanto, o animal podia planar por longas distâncias. Segundo os biólogos, esta espécie tinha o hábito de atacar mamíferos no chão, ou se aproveitar de cadáveres e restos deixados para trás por outras espécies, de forma semelhante ao que fazem os urubus hoje em dia.

O nome desta espécie, como você provavelmente já deve ter pensado, provém da localização onde a maior parte dos seus fósseis fora encontrada: A Argentina. Foi a partir dos ossos encontrados em território argentino, especificamente um crânio parcial e partes dos membros superiores e inferiores, que os cientistas puderam estimar suas reais dimensões. Para os especialistas, provavelmente esta ave gigantesca se espalhou ao longo dos pampas de várias regiões da América do Sul, podendo inclusive ter habitado o território que hoje pertence ao Brasil.

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