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Afinal, beber café faz bem para o coração?

O seu aroma intenso e sabor forte não são as únicas razões pelas quais o café é tão apreciado ao redor do mundo; ele é conhecido por ser carregado com os compostos ativos e vitaminas que têm uma variedade de características que podem fazer bem à saúde. Desse modo, beber café regularmente está associado com numerosos benefícios, tais como uma menor incidência do mal de Parkinson e de determinados tipos de cancros, e até mesmo redução de taxas de danos no DNA. Agora, acrescentando a esta lista sempre crescente, parece que o consumo de café pode reduzir o risco de entupir artérias, fator conhecido por levar a ataques cardíacos.

De acordo com o estudo, aqueles que beberam várias xícaras de café por dia tiveram menos probabilidade de ter acúmulo de cálcio nas artérias que irrigam o coração. Embora esses depósitos sejam considerados sinais de alerta precoce de doenças do coração, os resultados não significam que, se você começar a beber café, você estará protegido contra esta condição. No entanto, isso se soma ao debate em curso sobre se o café é “saudável do coração.”

Escondidos entre as manchetes que relatam supostos benefícios do café, alguns estudos têm mostrado que poderia também haver alguns aspectos negativos associados ao seu consumo. Por exemplo, foi descoberto que beber muito café não filtrado está associado com o aumento do colesterol “ruim”. Além disso, alguns estudos descobriram que o café pode aumentar o risco de doença cardíaca em alguns. Por outro lado, a pesquisa indicou que os bebedores regulares de café podem ter um risco reduzido de diabetes tipo 2, o que torna as pessoas propensas a doenças cardíacas. Além disso, beber mais de duas xícaras por dia concede um risco 20% menor de AVC em comparação com aqueles que bebem menos.

É claro que a literatura é confusa, então, em uma tentativa de oferecer alguma clareza, pesquisadores coreanos decidiram olhar para o risco de desenvolver problemas do coração de uma maneira diferente. Eles inscreveram 25.138 homens e mulheres que se submeteram a exames de rastreio médico de rotina. A média de idade era de 41 e nenhum deles tinha sinais de doença cardíaca no início.

Após relatar hábitos de vida, como tabagismo, álcool, alimentação e consumo de café, os participantes receberam tomografia computadorizada para determinar a quantidade de cálcio presente nas artérias coronárias que levam sangue para o coração. O cálcio não é normalmente encontrado aqui e sua presença é geralmente considerada como um sinal precoce de doença cardíaca coronária (CHD), uma condição na qual depósitos contendo cálcio começam a acumular-se nas artérias. Com o tempo, estes podem se endurecer ou quebrar, o que pode reduzir o fluxo sanguíneo para o coração ou causar coágulos que podem levar a ataques cardíacos.

Os exames revelaram que, embora nenhum deles tivesse qualquer sintoma de doença arterial coronariana, mais de 13% tinham cálcio em suas artérias coronárias. Mas depois de levar em conta fatores de risco cardíacos, tais como o fumo ou o exercício, eles descobriram que aqueles que bebiam 3-5 xícaras por dia tinham 40% menos cálcio em suas artérias do que os não-bebedores de café. Este valor foi reduzido para 35% para aqueles que bebiam 1-3, e 23% para aqueles que bebiam apenas um.

Embora haja uma associação clara, o estudo não pode provar se é o café a causa da redução de cálcio. Além disso, não está claro como o café poderia estar causando esse efeito possível, embora possa estar relacionado ao seu alto teor de antioxidantes. [IFLScience]

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