Ação fantasmagórica à distância finalmente é demonstrada

Pela primeira vez, pesquisadores demonstraram o que Albert Einstein chamou de “ação fantasmagórica à distância”, usando uma única partícula. E não só é um grande negócio para a nossa compreensão da mecânica quântica, mas também prova que o gênio da física estava errado, pelo menos sobre isso.

A ação fantasmagórica à distância, tecnicamente chamada de emaranhamento quântico, é uma estranha forma de entrelaçamento de uma única partícula que poderia ajudar muito a melhorar a comunicação e computação quânticas. Ao contrário do entrelaçamento quântico comum, que envolve duas partículas definidas apenas por serem opostas uma da outra, partículas únicas que estão entrelaçadas tem uma função de onda que está espalhada por grandes distâncias, mas nunca estão realmente em mais de um lugar.

Como Lucy Ingham explica: “Em outras palavras, uma única partícula emaranhada só pode estar em um lugar em um determinado momento, mas ela pode estar localizada em uma grande distância. Quando a partícula é medida, a função de onda desmorona instantaneamente para um local definido.”

Mas nunca ninguém tinha conseguido ver isso em ação. Agora, usando detectores homódinos, que medem propriedades como as de onda, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Griffith, na Austrália, e da Universidade de Tóquio, no Japão, demonstrou com sucesso o colapso não-local da função de onda de uma partícula.

Em uma publicação na Nature Communications, a equipe descreve como eles conseguiram dividir um único fóton entre seus laboratórios na Austrália e no Japão. Eles, então, mostraram que a sua escolha de medição em um laboratório realmente causou uma mudança no estado quântico local, em outro laboratório – provando que Einstein estava errado quase 90 anos depois do físico declarar que não havia provas de que isso funcionava.

Einstein achava que o fato de que uma partícula só pode ser detectada em um ponto pode ser melhor explicada pela hipótese de que a partícula está sempre apenas em um ponto. Isto parece fazer mais sentido para uma mente não-física como a minha. Mas a nova pesquisa agora prova que é muito mais complicado do que isso. [ScienceAlert]

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