A verdadeira história da princesa Qajair, “símbolo de beleza e perfeição”. Centenas a amaram

O mais provável é que as fotos dessa mulher apareceram em algum momento no Facebook, porque foram bastante compartilhadas nessa rede social. Se trataria – porque é muito complicado confirmar que seja efetivamente ela nas fotos – da princesa Zahra Khanom Jadj es-Saltaneh.

Diz a lenda que ela teve 145 pretendentes da alta nobreza e que inclusive 13 deles se suicidaram quando ela os rejeitou, além de que lhe consideravam um símbolo de perfeição e beleza.

Geyik

Se ela teve muitos pretendentes, se alguns se mataram por ela, e além disso, se ela era, de fato, um símbolo de beleza em sua época, são informações que não pudemos confirmar, mas sim há vários detalhes de sua vida que são bastante surpreendentes e que, honestamente, nunca teria imaginado quando vi as fotos.

Zahra Khanom Tadj es-Saltaneh pertencia a dinastia Qajair (ou Kayar, segundo diversas traduções), família real do Irã de origem turca que esteve no poder desde 1785 até 1925, quando foi derrubada pela dinastia Pahlaví.

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Entre 1848 e 1896, o rei do Irã foi Naser al-Din Sah Kayar e a princesa Zahra Khanom Tadj es-Saltaneh foi uma de suas filhas, uma mulher revolucionária.

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Ainda que tenha se casado e tido quatro filhos, como se esperava das mulheres da época, anos mais tarde se divorciou, algo impensado naqueles tempos e ainda mais em uma sociedade como a iraniana. Tempos depois se converteu na musa inspiradora do poeta Aref Qazvini.

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Zahra Khanom Tadj es-Saltaneh lutou pelos direitos das mulheres, criando a Sociedade da Liberdade da Mulher. Além disso, foi pintora, escritora, e uma das primeiras mulheres a usar roupa ocidental no Irã. 

Foi uma mulher adiantada para seu tempo, considerada feminista e é estudada por investigadores tanto em seu país como do resto do mundo, para compreender sua figura e o impacto que gerou.

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