Desconhecida e isolada tribo brasileira é fotografada por uma simples casualidade

O fotógrafo Ricardo Stuckert possui 28 anos de experiência, oito dos quais passou trabalhando para a presidência do Brasil, e atualmente se encontra trabalhando em um interessante projeto que busca as coincidências sobre os povos indígenas que vivem no Brasil. No domingo passado decidiu embarcar em um voo especial junto a José Carlos Meirelles, especialista em bosques, com a esperança de tirar algumas fotos muito especiais. Se dirigiram ao estado do Acre e completaram sem problemas a tarefa que tinham proposto, mas o que nunca esperavam era o que encontrariam por casualidade.

Ricardo Stuckert

O fotografo originalmente iria viajar até o povo de Caxinauá, que também se encontra no Acre, para realizar uma sessão fotográfica que seria incluída em seu livro “Indígenas brasileiros”, com motivo da comemoração do Dia do Índio no Brasil. O mal tempo os obrigou a atrasar a volta a civilização e alterar a rota, o que lhes permitiu descobrir uma civilização primitiva escondida no bosque.

Ricardo Stuckert

“Depois da chuva, fomos e vimos algumas casas de palha (ocas). Estávamos sobrevoando muito rápido, mas vimos plantações e decidimos voltar. Encontramos a tribo e começamos a fotografar”, assegurou o fotógrafo ao BBC Mundo.

Ricardo Stuckert

Os indígenas responderam de forma agressiva e começaram a lançar flechas.

Foi por isso que se mantiveram sobrevoando esse lugar a uma distância prudente durante não mais de sete minutos, tempo suficiente para que o fotografo conseguisse capturar essas imagens impressionantes.

Ricardo Stuckert

“É como encontrar uma agulha no meio do palheiro. Pura sorte”.

Ricardo Stuckert

Acredita-se que a tribo poderia corresponder ao grupo que se identifica como “indígenas de Maíta”, que vivem às margens do rio do mesmo nome e não superam a 300 pessoas. Pelo que puderam ver e o que posteriormente observaram nas fotografias, Meirelles assegurou que devia se tratar de um povo que se dedica à costura e que consome milho, banana, mandioca e batata.

Ricardo Stuckert

Stuckert deseja que as fotografias motivem as pessoas a proteger as tribos indígenas, em vez de seguir destruindo seu habitat e seus costumes. Assegurou estar muito surpreso em ter conseguido capturar, pela primeira vez em sua carreira, uma população isolada. Meirelles também se mostrou feliz, mas preocupado porque, talvez, o futuro possa se deparar com este grupo de indígenas:

Ricardo Stuckert

“Fiquei muito feliz em saber que estão bem. Foi muito bom ver que têm cultivo e estão em seu espaço. O problema é que ninguém sabe até quando”.

Esperamos que seja por muito tempo ainda.

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