A curiosa amizade entre Adolf Hitler e a jovem judia Bernile Nienau

Adolf Hitler é um dos seres humanos mais perversos da nossa história, e por isso é difícil imaginar que, no meio de tantas passagens violentas e sangrentas da sua vida, ele tenha tido momentos “leves”. E é por isso que chama atenção a sua história com a pequena Bernile Nienau, garota judia com quem Hitler teve uma estreita amizade durante os anos de 1933 e 1938.

Bernhardine Nienau, mais conhecida pelo apelido “Rosa”, ou “Bernile”, nasceu em 1926, na cidade de Dortmund, filha de mãe solteira, já que seu pai faleceu antes mesmo do seu nascimento. Ainda muito jovem, em 1933, ela viajou com sua mãe para a residência que Adolf Hitler tinha na Bavaria, para comemorar o aniversário do ditador alemão. E assim que o infame líder nazista soube que a garota comemorava seu aniversário no mesmo dia que ele, fez questão de conhecê-la pessoalmente. Este foi o início de uma amizade estreita entre os dois, que foi bastante utilizada pela Alemanha Nazista como uma forma de promover uma imagem do líder nazista como um “amigo das crianças”.

Divulgação / Alexander Historical Auctions

Afinal de contas, era rotineiro que o fotógrafo Heinrich Hoffmann pedisse para Hitler posar ao lado de crianças, tentando vender a ideia de que o sanguinário líder nazista era, na verdade, carismático e carinhoso. Como não é nenhuma novidade, manipulação da realidade era um dos grandes pilares da Alemanha Nazista.

Por isso, Heinrich fez várias fotos de Hitler ao lado da pequena Bernile. Inclusive, em 2018, uma imagem em branco e branco de Hitler ao lado da garota foi leiloada na cidade de Maryland, nos Estados Unidos. O valor final foi de 11520 dólares, algo próximo de 60 mil reais na cotação atual.

Depois de 1933, Hitler e Bernile trocaram várias cartas, e apareceram estampados em diversas campanhas publicitárias feitas pelo regime nazista. Mas a amizade teve que ser interrompida quando os militares descobriram que a jovem tinha origem judia. A descoberta foi feita pelo secretário particular de Hitler, Martin Bormann, que ordenou que fosse proibido o acesso da pequena Bernile e da sua mãe na casa do ditador alemão. A partir deste momento, foi proibido também a veiculação das imagens de Bernile e Hitler nas propagandas nazistas. Mas a proibição não foi bem recebida pelo líder alemão. “Hitler ficou tão enfurecido por terem denunciado sua amiga que, supostamente, disse a Hoffmann: ‘Existem pessoas que têm verdadeiro talento para arruinar a minha alegria'”, escreveu James Wilson no livro “Hitler’s Alpine Headquarters”, de 2014.

Bernile faleceu em 5 de outubro de 1943, aos 17 anos, em decorrências da pólio, que era uma doença que matava muitos jovens naquela época. Segundo alguns historiadores, a jovem judia estudou desenho técnico durante a adolescência, e inclusive chegou a produzir algumas obras inspiradas no tirano Adolf Hitler.


Com informações do Uol.com.

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