Um menino de apenas 8 anos morreu depois de tentar proteger a própria mãe durante um ataque violento dentro de casa. O caso aconteceu em De Soto, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e transformou Leland “Lee” Arnett em símbolo de coragem para familiares, colegas e moradores da região.
Na noite de 13 de maio, por volta das 23h, policiais foram chamados para atender uma ocorrência de violência doméstica na casa da família. Ao chegarem ao local, encontraram Deborah Snider, mãe de Lee, inconsciente. O menino também estava gravemente ferido, com lesões catastróficas na cabeça, após supostamente ser atingido com um taco de beisebol.
Mãe e filho foram levados de helicóptero para um hospital em St. Louis, no Missouri. Deborah sobreviveu, mas permaneceu internada em estado delicado. Lee lutou por quatro dias, mas não resistiu aos ferimentos.
Ele tentou proteger a mãe

Lee tinha apenas 8 anos quando foi assassinado
Segundo Anne Donlan Andrew, tia-avó de Lee, o menino entrou no meio da agressão para tentar defender Deborah. “Isso aconteceu porque Lee estava tentando proteger a mãe”, disse ela ao The Journal Star. “É preciso muita coragem para enfrentar uma situação violenta por sua mãe, e ele fez isso… Eu queria que ele não tivesse feito, mas ele fez.”
Marcus Moultrie, de 36 anos, namorado da mãe de Lee, foi acusado de dois crimes de homicídio em primeiro grau e uma tentativa de homicídio em primeiro grau. Ele havia sido preso inicialmente em 14 de maio por múltiplas acusações de tentativa de homicídio, mas as denúncias foram atualizadas depois da morte do menino.
Documentos judiciais afirmam que os crimes envolveram comportamento “excepcionalmente brutal ou hediondo, indicativo de crueldade deliberada”. Moultrie declarou-se inocente e permanece preso, com julgamento marcado para 6 de julho.
Familiares afirmam que a situação não teria sido um episódio isolado. Segundo Anne, Deborah já havia tentado deixar Moultrie anteriormente. Ela disse que a família precisava de “um lugar seguro para ir”, mas que viver em uma cidade muito pequena limitava as opções disponíveis.
O último gesto de Lee

Enquanto ainda se recuperava no hospital, Deborah soube da morte do filho e não pôde comparecer ao funeral. A família criou uma campanha online para ajudar com os custos médicos e funerários, além de tentar levar Deborah de volta ao Nebraska, onde Lee foi sepultado ao lado do pai e de outros parentes.
Mesmo depois da morte, Lee ainda ajudou outras pessoas. Segundo a família, ele se tornou doador de órgãos, descrito por eles como seu “último ato de heroísmo”.
No obituário, Lee foi lembrado como uma criança que “carregava alegria consigo e a compartilhava livremente com todos ao seu redor”. Também foi descrito como alguém que defendia quem precisava de bondade ou cuidado.
Na escola De Soto Grade School, colegas e professores prestaram homenagens. Foram produzidos chaveiros com a imagem de Lee ao lado de seu animal favorito, um sapo, com a renda destinada à família. Os colegas também fizeram uma corrente de papel com mensagens celebrando sua vida.
