Pessoas fazem descoberta “insana” sobre fotos da Terra compartilhadas pela NASA da missão Artemis II

por Lucas Rabello
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Pessoas fazem descoberta "insana" sobre fotos da Terra compartilhadas pela NASA da missão Artemis II

A missão Artemis II segue em direção à Lua e os registros visuais dessa jornada estão chamando a atenção de entusiastas do espaço em todo o mundo. A nave Orion carrega quatro tripulantes que estão prestes a alcançar um marco histórico nesta segunda-feira, 6 de abril. Ao realizar o sobrevoo lunar, a equipe superará o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, atingindo a maior distância da Terra já percorrida por uma missão tripulada.

O sucesso da operação tem sido quase absoluto, enfrentando apenas pequenos contratempos técnicos com o sistema de sanitários da cápsula. Enquanto avançam pelo vazio do espaço, os astronautas dedicam parte do tempo para documentar a visão privilegiada que possuem das janelas da nave. O que mais impressionou o público não foi apenas a nitidez das fotos, mas o equipamento utilizado para capturar algumas delas.

NASA e a tecnologia de bolso

Foto tirada com um iPhone, mas se você quiser tirar essa foto, vai precisar de um programa espacial funcional (NASA).

Foto tirada com um iPhone, mas se você quiser tirar essa foto, vai precisar de um programa espacial funcional (NASA).

Muitas das imagens que circulam nas redes sociais, mostrando os astronautas Christina Koch e Reid Wiseman observando a curvatura da Terra, foram tiradas com um iPhone 17 Pro Max. A agência espacial norte-americana confirmou que o dispositivo é exatamente o mesmo modelo que muitos consumidores carregam no bolso. Em uma publicação oficial, a NASA descreveu a sensação das imagens afirmando que “essa visão bate diferente”.

A capacidade de um smartphone comercial registrar detalhes tão profundos do planeta em meio às condições extremas de iluminação no espaço gerou debates. Jared Isaacman, administrador da NASA, explicou os motivos por trás da escolha desses dispositivos para a missão. Ele afirmou que “estamos dando às nossas tripulações as ferramentas para capturar momentos especiais para suas famílias e compartilhar imagens e vídeos inspiradores com o mundo”.

Além do uso pessoal e promocional, a integração desses aparelhos faz parte de uma mudança na logística da agência. Isaacman destacou que “igualmente importante, desafiamos processos antigos e qualificamos hardware moderno para voos espaciais em um cronograma acelerado”. Segundo ele, essa urgência operacional ajudará a NASA em pesquisas científicas de alto valor tanto na órbita quanto na superfície lunar.

É uma bela vista (NASA)

É uma bela vista (NASA)

Estrutura óptica da nave Orion

Embora o smartphone tenha ganhado os holofotes, ele é apenas uma pequena parte do arsenal tecnológico a bordo. A espaçonave Orion está equipada com um sistema complexo composto por 32 câmeras e dispositivos de captura de imagem. Desse total, 15 câmeras estão montadas fixamente na estrutura externa e interna da nave, monitorando sistemas e oferecendo ângulos amplos do espaço.

As outras 17 câmeras são portáteis e operadas manualmente pelos astronautas para registros específicos. Essa combinação permite que a missão documente cada fase do trajeto com precisão técnica, enquanto o celular oferece uma agilidade maior para postagens rápidas e registros espontâneos da vida dentro da cabine.

A visão da Terra a partir dessa distância expõe os tripulantes ao chamado efeito de visão panorâmica. Esse fenômeno ocorre quando a observação do planeta de um ponto de vista externo causa uma mudança na percepção cognitiva. Os astronautas da Artemis II, muitos já veteranos em voos espaciais, observam o mundo sem fronteiras visíveis, onde a atividade humana mal pode ser detectada. As fotos enviadas por Koch e Wiseman tentam traduzir essa escala para quem permanece no solo.

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