9 pessoas que poderiam ser personagens de ficção, mas existiriam de verdade

Suas histórias são reais e continuam a surpreender as pessoas.

Petrus Gonsalvus

© Petrus Gonsalvus / unknown author

Todo mundo conhece a história da “Bela e a Fera”, em que os dois personagens acabam se apaixonando. No entanto, poucas pessoas sabem que esse conto, na verdade, teve como inspiração uma história real. Tudo começou em 1537 em Tenerife, na Espanha, quando um bebê incomum nasceu: o seu corpo era totalmente coberto por pelos.

Seus pais pensaram que a criança tinha algum tipo de doença demoníaca (ninguém sabia sobre a hipertricose na época), e quando o pequeno Petrus completou 10 anos, ele foi vendido pelos pais a um grupo de piratas franceses. Ele foi nomeado “O Homem da Floresta”, e foi dado como presente a Henri II, o Rei da França.

© Petrus Gonsalvus et Catherine / Joris Houfnage

Henri II notou que o garoto era bastante inteligente, e estava aprendendo a língua francesa rapidamente. O rei garantiu que Petrus recebesse uma boa educação, e depois de sua morte, seus cuidados ficaram por conta de sua esposa, Catarina de Médici. De acordo com algumas fontes, ela foi responsável por incentivar o casamento de Petrus. Sua esposa era uma bela dama chamada Catherine.

Apesar do fato de que esse casal era obviamente diferente da maioria das famílias, eles sempre tiveram um casamento forte. Eles tiveram 6 filhos, 4 dos quais herdaram as características do pai. Os descendentes mais famosos de Petrus e Catherine são as meninas Magdalena e Antoinette.

© Maddalena (Madeleine) Gonzales / unknown author   © Portrait d’Antonietta / Lavinia Fontana

Mas depois da morte de Catherine de Médici, a família Gonsalvus caiu em desgraça na Corte, e não pôde mais ficar por lá. Então, Petrus levou sua família para a Itália, onde viviam sob a proteção de Margaret de Parma.

Depois de algum tempo, a família mudou-se para Viterbo, onde Petrus morreu aos 81 anos (que era uma vida muito longa naquela época).

A história de Petrus não foi apenas a razão por trás da história de “A Bela e a Fera”, mas também o que levou os cientistas a estudar a hipertricose.

Francesco Lentini

© Frank Lentini / Edena Studios

Francesco Lentini nasceu na Itália, em 1889, e ficou conhecido como o “homem de três pernas”. De acordo com os relatos sobre a sua vida, Lentini deveria ter tido um irmão gêmeo, mas algo de errado aconteceu durante sua formação e o corpo de seu gêmeo acabou se fundindo com sua espinha dorsal. No fim das contas, ele nasceu com três pernas.

Francesco tinha 11 irmãos, mas nenhum deles apresentava a mesma condição. Seus pais logo se recusaram a criar o menino especial e o entregaram à tia que mais tarde o enviou para um orfanato para crianças deficientes.

Francesco disse que antes deste momento ele achava que ele era a criança mais infeliz do mundo, mas quando ele viu crianças que não podiam ouvir ou falar, ou estavam mentalmente incapacitadas, ele percebeu que seu problema não era tão sério, já que ele lhe permitia apreciar a beleza do mundo.

Então o menino decidiu aprender a usar seu corpo. Ele aprendeu a andar de bicicleta e jogar futebol. E aos 8 anos, ele foi para os EUA, onde cresceu e se tornou um artista de circo.

© Frank Lentini / unknown author

Os shows do homem de três pernas eram muito populares, e Francesco decidiu usá-lo para ajudar as pessoas a lidar com seus problemas. Ele escreveu uma autobiografia que ele vendia em seus shows.

No livro, ele escreveu sobre como aprendeu a viver com seu problema e explicou como ele tirou o melhor que podia da sua condição, tornando-se um artista.

“Eu compro um par de sapatos regulares e mais um sapato que compro de um cara que conheço que perdeu a perna”.

© Frank Lentini / unknown author   © Frank Lentini / unknown author

Além disso, Francesco tentou descobrir o que poderia levar a esse problema, e compartilhou suas descobertas com as mulheres, dizendo a elas o que não deveriam fazer durante a gravidez. Aos 30 anos, Francesco tornou-se cidadão dos EUA e se casou com Theresa Murrey. Eles tiveram 4 filhos saudáveis. Francesco morreu com a idade de 77 anos. Ele continuou fazendo shows por toda a sua vida.

Christian Heinrich Heineken

© Christian Heinrich Heineken / Catharina Elisabeth Heinecken

Christian nasceu em 1721 em Lübeck, Alemanha. Seu pai, Paul Heineken, era um artista e arquiteto e sua mãe era uma artista e alquimista chamada Catharina Heineken. Quando ele tinha apenas 10 meses de idade, ele já conseguia falar, repetindo nomes de objetos e às vezes até frases completas.

Ele tinha uma memória fenomenal, e de acordo com testemunhas, com apenas um ano de idade já conseguia até mesmo citar o Novo Testamento em Latim. Aos 3 anos de idade, ele deu uma palestra sobre a história dinamarquesa nos tempos de Frederico IV. E sua palestra foi tão detalhada e interessante que até mesmo os cortesãos ficaram encantados com esse pequeno gênio. Infelizmente, Christian morreu aos 4 anos de idade pois tinha intolerância ao glúten – uma doença que não havia sido estudada na época, e por conta disso seus pais continuamente o alimentavam com cereais.

Martin e Anna Bates

© Collections Canada

Você acha que é fácil encontrar um marido para uma garota de 2,22m? Com certeza não é fácil, mas Anna, que nasceu em 1846 no Canadá, conseguiu. Ela nasceu em uma família normal – seus pais, irmãos e irmãs tinham tamanhos comuns. Mas aos 15 anos ela já começou a mostrar que seria muito maior do que os demais. Aos 25 anos, ela se apaixonou pelo artista de circo Martin Bates. Ele também havia nascido em uma família comum, mas aos seis anos de idade começou a crescer extremamente rápido, e chegou aos 14 anos com 2 metros de altura.

© MartinVanBurenBates / unknown author   © Anna Haining Bates / unknown author

Eles se casaram. Ambos eram pessoas criativas e todos se lembravam deles não por causa de sua altura, mas por causa de seu talento para atuação e música.

O casal tentou ter filhos duas vezes, mas nas duas ocasiões os bebês não conseguiram viver por muito tempo.

9 anos depois, Anna teve um ataque cardíaco e acabou falecendo. Martin se casou novamente, e desta vez, ele escolheu uma mulher de estatura média.

William Stanley Milligan

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William Milligan tinha um distúrbio psicológico raro que o fez ter 24 personalidades diferentes, cada uma com suas próprias peculiaridades, e independentes da vontade uma da outra. O próprio William só podia controlar sua personalidade (Billy), mas não as outras.

Entre as personalidades de Billy, estavam personalidades fortes, que sabia da existência das outras e que até mesmo tentavam controlá-las. E havia também aquelas mais fracas, que não tinham poder algum sobre as outras. Havia ainda personalidades que o ajudaram a lidar com certas tarefas e problemas, e havia aquelas que tinham objetivos destrutivos.

Em sua mente, havia homens e mulheres, adultos e crianças e pessoas em diferentes níveis de inteligência que tinham sotaques e características diferentes. E nem todos eram amigáveis. Alguns deles até cometeram crimes que levaram Billy ao tribunal.

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O juiz que ouviu as opiniões de especialistas não condenou Billy à prisão. Em vez disso, ele foi enviado para tratamento psiquiátrico. Billy passou 10 anos na clínica psiquiátrica e, no final, acabou sendo liberado. Depois que ele foi libertado, Billy criou uma pequena produtora de filmes que faliu depois de não ter lançado um único filme.

Logo depois disso, Billy parou de se comunicar com todos que conhecia e se afastou. Sabe-se que ele morreu em uma casa de repouso aos 59 anos de idade.

Ella Harper

© Ella Harper / unknown autor

Ella era uma garota muito bonita. Infelizmente, a primeira coisa que as pessoas viram não foi seu rosto bonito, mas a estranha doença que ela tinha. Ela nasceu com os joelhos recurvados, então eles se inclinaram na direção oposta como joelhos normais. A única maneira de se locomover era engatinhando.

Na idade de 12 anos, ela se juntou a um grupo de circo, onde foi apelidada de “A Menina Camelo”. Em todos os anúncios, ela foi descrita como uma mulher bonita que andava como um camelo. Ella ganhava 200 dólares por semana (o que equivale a cerca de 5 mil dólares atualmente).

Aos 16 anos, Ella decidiu deixar o show e ir para a escola. Quando ela tinha 35 anos, se casou e engravidou logo após o casamento. Ela teve uma filha que morreu antes de completar um ano de idade por razões desconhecidas. Quando Ella tinha 48 anos, ela e o marido adotaram uma menina recém-nascida, mas ela também morreu quando tinha apenas 3 meses de idade.

3 anos depois, Ella morreu e foi enterrada ao lado de seus filhos.

June e Jennifer Gibbons

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No ano de 1963, em Barbados, nasceram as gêmeas June e Jennifer Gibbons. Elas mais tarde foram chamadas de “as gêmeas silenciosas”. As garotas pareciam ser mudas: elas eram muito quietas e não se comunicavam com ninguém.

Depois de se mudar para o País de Gales, os pais das garotas perceberam que elas não eram mudas. Elas se comunicavam entre si em uma língua que somente elas conseguiam entender. Eles tentaram separar as garotas e colocá-las em escolas diferentes, para fazer com que elas se sentissem obrigadas a se comunicar com outras pessoas. Mas isso só fez a situação se tornar ainda pior. Quando June e Jennifer voltaram para casa, elas se protegiam ainda mais do mundo “externo”. Elas passavam o tempo todo no quarto, onde escreviam muito. Elas criavam poemas e histórias (a maioria delas com temáticas macabras), e escreviam um diário. Quando elas cansaram de escrever sobre os crimes dos outros, começaram a cometer os seus próprios crimes. Elas cometeram uma série de incêndios e assaltos.

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Um juiz decidiu enviar as meninas para um hospital para tratamento psiquiátrico. As garotas foram separadas, mas os funcionários ficaram assustados porque ainda assim conseguiram se comportar de uma maneira idêntica: estavam na mesma posição nas celas ao mesmo tempo.

Uma jornalista chamada Marjorie Williams lutou pelas meninas por 11 anos e no final ela finalmente ajudou a transferir as gêmeas para um hospital normal. Antes de se mudar, Jennifer disse a ela: “Marjorie, Marjorie, vou ter que morrer”. Depois da entrevista, ela foi perguntada por que e ela disse: “Porque decidimos”. E ela realmente morreu.

Segundo a jornalista, uma das meninas teve que morrer para deixar a outra viver livremente. Porque, como se viu, elas tiveram um relacionamento muito difícil e complicado.

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“Mas essa minha irmã, uma sombra escura me roubando a luz do sol, é o meu primeiro e único tormento, nos tornamos inimigos fatais nos olhos um do outro”. Jennifer escreveu. “Sentimos os irritantes raios mortais saindo de nossos corpos, picando a pele um do outro. Eu digo para mim mesmo: posso me livrar da minha própria sombra – impossível ou não? Sem minha sombra, eu morreria? Sem minha sombra, eu ganharia vida, estaria livre ou seria deixada para morrer? Sem minha sombra, que eu identifico com um rosto de miséria, engano, assassinato”.

Após a morte de sua irmã, June começou a se comunicar com seus parentes e até trabalhou em uma loja de caridade por um curto período de tempo.

via BrightSide.

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