9 coisas assustadoras que você deveria saber sobre a Terra

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Terra: O Planeta Azul. Ou, como diria o divulgador científico Carl Sagan: “Um pálido ponto azul, um palco muito pequeno em uma vasta arena cósmica”.

A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar em proximidade com o Sol, como também o mais denso deles, além de ser o quinto maior dos oito planetas do Sistema Solar.  Formou-se há 4,56 bilhões de anos e abriga milhares de tipos de vida.

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É o nosso lar e, por sinal, o único lar planetário capaz de abrigar a vida que conhecemos – por enquanto, é o que pelo menos esperamos. Por essa razão, precisamos cuidar e nos importar com o rumo que nosso planeta está tomando, pois não há indícios de que ajuda virá de algum lugar, para salvar-nos de nós mesmos.

As propriedades físicas do planeta, bem como sua história geológica e posição estratégica no espaço permitiram que a vida se originasse e persistisse até agora, e estima-se que a Terra ainda poderá suportar vida durante pelo menos outros 500 milhões de anos.

Hoje trouxemos para você 9 coisas assustadoras que você deveria saber sobre a Terra. Muitas delas, temos certeza de que você jamais teria ouvido falar! Veja só:

9 – Terremotos não são tão raros assim

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Terremotos são eventos que sempre preocupam as pessoas, em escala mundial. Mas, se levarmos em conta o mundo inteiro, os terremotos ocorrem cerca de 500.000 vezes por ano, em que apenas um quinto deles pode ser sentido pelos seres humanos.

Dentre os terremotos que ocorrem, cerca de 8.000 deles por dia – ou cerca de 55.00 por ano –  nem sequer ficamos sabendo,  por serem micro terremotos ou com danos tão pequenos que nem notamos sua existência. Aliás, um deles pode estar ocorrendo agora mesmo, embaixo dos seus pés!

Já os terremotos moderados a grandes (de nível 5,0 a 8,9 de magnitude na escala Richter) causam danos. Eles ocorrem quase 1.000 vezes por ano.

Os terremotos mais fortes, no entanto, ocorrem com menos frequência. Ufa! Mas, a fatalidade deles é muito maior…

Pensou que acabava aí? Nada disso: ainda existem os terremotos extremos, que são o tipo mais raro documentado. A ocorrência de um terremoto extremo é uma vez a cada 20 anos, batendo o nível 9.0 a 9.9 na escala Richter.

Para você ter ideia, um terremoto desse porte matou mais de 800 mil pessoas na China em 1556, a maioria delas habitantes de cavernas.

Ainda nunca aconteceu um “mega-terremoto” de magnitude 10 e, sinceramente, esperamos que nunca ocorra um desastre dessa proporção, não é mesmo? Ainda não identificamos falhas tão grandes capazes de provocar um terremoto desastroso dessa escala…

8 – O núcleo da Terra é tão quente quanto o Sol

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Você já deve ter aprendido na escola que a Terra é dividida em três camadas: o núcleo em brasa que é composto por rochas e metais derretidos por fora e denso no centro; o manto, que consiste em rocha sólida, responsável por cerca de 84% do volume da Terra; e a crosta, que é uma cama super fina capaz de sustentar a vida.

 Como o núcleo é o mais fora de alcance para a gente – e o lugar mais perigoso do planeta, certamente – é o ponto mais difícil de ser estudado.

Estima-se que o núcleo externo da Terra tenha 2.300 de espessura e uma temperatura de mais de 3.900 graus Celsius (ou 7.000 ° F), de ferro e níquel derretidos com uma viscosidade parecida com a da água.

Já o núcleo interno da Terra seria uma bola de liga de ferro de 1.207 quilômetros de espessura, fornecendo o campo magnético protetor do mundo. A temperatura é de 6.100 graus Celsius (ou 11.000 ° F), o que o torna tão quente quanto o Sol.

Pelo simples fato de não sermos capazes de nos aprofundar nas porções absurdamente quentes do interior da Terra, confiamos na sismologia para obter essas informações – lembrando que os valores são hipotéticos, podendo mudar conforme mais e mais estudos se avançam sobre o planeta.

E, por falar em coisas quentes como o Sol, você sabia que um dia o Sol engolirá a Terra?

7 – O Sol um dia engolirá a Terra

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Parece um “futuro parece brilhante”, não é mesmo? É, brilhante até demais. Principalmente para nós, pobres mortais.

O Sol está lentamente se expandindo e ficando cada vez mais luminoso e, nos próximos bilhões de anos acabará desidratando a Terra, deixando-a quente como uma brasa e inteiramente inabitável.

Daqui a 7,6 bilhões de anos, o Sol atingirá seu tamanho máximo como uma gigante vermelha: sua superfície se estenderá além da órbita da Terra hoje e brilhará 3.000 vezes mais. Em sua fase final, o Sol entrará em colapso e se transformará em uma anã branca.

Apesar dos cientistas serem unânimes sobre o futuro do Sol, no entanto, há controvérsias sobre o que supostamente aconteceria com a Terra: desde 1924, quando o matemático britânico James Jeans primeiro considerou o destino da Terra durante a fase de gigante vermelha do Sol, um grupo de cientistas chegou a conclusões oscilantes. Em alguns cenários, nosso planeta escaparia à vaporização e, até lá, possivelmente estaríamos colonizando outros planetas e sistemas solares.

6 – A mudança de polos é um fenômeno natural

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A troca de polos magnéticos Norte e Sul são bem comuns e já ocorreram inúmeras vezes no passado, de modo que, novamente, ocorrerão no futuro.

A última inversão ocorreu há 780.000 de anos, conforme registros em rochas vulcânicas. Isso significa que podemos estar bem perto de uma nova virada de ciclo.

A atividade magnética ao redor do nosso planeta também indica que isso pode ocorrer em breve, pois registros de atividades magnéticas estranhas mostram que essa mudança vai acontecer mais rápido do que o previsto.

O campo magnético ao redor do planeta nos protege da radiação extrema e é afetado pelo movimento do núcleo externo da Terra, enfraquecendo em algumas áreas e fortalecendo em outras. Menos movimentos causam uma diminuição na força da área correspondente do campo magnético, enquanto mais movimentos causam um aumento na força da área correspondente.

As atividades magnéticas incomuns que se seguem podem indicar que este processo de inversão já pode, inclusive, estar se iniciando.

5 – Por dia, a Terra é atingida por 17 meteoros grandes

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A Terra é atingida por cerca de 6100 meteoros grandes que chegam até o solo, o que dá cerca de 17 meteoros grandes por dia.

Não percebemos essa atividade por conta das quedas ocorrerem em áreas desabitadas, sobretudo nos oceanos, porém às vezes uma queda ou outra nos chama a atenção. Como por exemplo um pequeno asteroide –  provavelmente do tamanho de um carro – que atravessou o céu do meio-dia e explodiu sobre o oeste de Cuba, cobrindo a cidade de destroços e poeira. Ninguém ficou ferido, mas foi um lembrete de que podemos ser pegos de surpresa!

Estima-se que, para todo impacto que é realmente visto por alguém, outros 770 mergulham no mar ou caem em um deserto, floresta ou em outros locais tão remotos que ninguém vê isso acontecer.

Até as chuvas de meteoros são fenômenos extremamente comuns, inclusive ficamos bem animados quando ocorre uma que seja possível avistar, não é mesmo?

4 – Existem tubos de plasma flutuando sobre a Terra

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Há muitas coisas que ainda não sabemos sobre a Terra e, em 2015, astrônomos capturaram pela primeira vez evidências visuais de estruturas tubulares de plasma nas camadas internas da magnetosfera ao redor do planeta.

Por mais de 60 anos essas estruturas foram apenas imaginadas, sendo que agora já foram, finalmente, identificadas.

A descoberta dessas estruturas é essencial porque elas causam distorções de sinal indesejadas que podem, por exemplo, afetar os nossos sistemas de navegação civis e militares baseados em satélite, sendo fundamentais entendê-las para que possamos contornar a situação.

3 – Lua está se distanciando da Terra

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A velocidade com que a Lua está se afastando da Terra pode afetar a vida no planeta, apesar disso (talvez) acontecer daqui alguns bilhões de anos.

Pensa-se que a Lua se formou quando um protoplaneta do tamanho de Marte, chamado “Theia”, colidiu com a Terra primitiva há cerca de 4,5 bilhões de anos. Os destroços que sobraram do impacto se condensaram e formaram a Lua.

Várias simulações para suportar a hipótese foram feitas e, de acordo com dados e cálculos, a Lua também já esteve bem mais próxima da Terra – cerca de 22.500 km de distância, especificamente – sendo que hoje está há 402.336 km de distância.

A migração da Lua para longe da Terra deve-se principalmente à ação das marés, já que a Lua é mantida em órbita pela força gravitacional que a Terra exerce sobre ela. No entanto, a Lua também exerce uma força gravitacional em nosso planeta e isso faz com que o movimento dos oceanos da Terra forme uma espécie de “protuberância de maré”, uma espécie de energia que, devido à rotação da Terra, é transferida para o volume da maré por atrito.

Isso impulsiona a protuberância para a frente, mantendo-a à frente da Lua. A protuberância de maré alimenta uma pequena quantidade de energia na Lua, empurrando-a para uma órbita mais longe.

Esse fenômeno é semelhante ao que sentimos quando brincamos em um gira-gira de um parquinho: quanto mais rápido giram o brinquedo, mais temos a sensação de sermos empurrados para fora dele.

A Lua se afasta 3,78 cm por ano e, embora não pareça muito, essa pequena diferença aos poucos vai mudando a vida na Terra.

2 –  Cerca de 95% do oceano ainda é um mistério para nós

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Apesar da água cobrir 71% da superfície da Terra, você acredita que exploramos apenas 5% dos oceanos? E olha que cinco por cento já é assombroso… só de pensar na Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos já descoberto, que caberia basicamente um Monte Everest e meio dentro, ficamos assustados.  imagine só o resto?

A luz solar não penetra além dos 275 metros de profundidade, sendo que a maioria das águas oceânicas escurecem a uma profundidade ainda menor que 30 metros.

Há muito que ainda precisamos conhecer: milhões de espécies não descobertas existem debaixo d’água, mas muitas podem ser extintas antes que tenhamos a oportunidade de encontrá-las e estudarmos mais a fundo, considerando que acidez do oceano aumentou 30% desde o início da Revolução Industrial até agora.

 Essa acidez destrói os recifes de coral e outras formas de vida oceânica. Para piorar a situação, os seres humanos frequentemente retiram muitas espécies de seus habitats naturais por conta da pesca, sendo a pesca de arrasto capaz de, literalmente, destruir a vida marinha.

Para piorar ainda mais o cenário, nós despejamos cerca de 180 milhões de toneladas de resíduos tóxicos na água da Terra a cada ano.

O que é lamentável, já que o oceano pode ter chaves para entender ecossistemas complexos, curas para doenças e muito pode nos dizer sobre a nossa própria vida, já que a vida no planeta se originou lá.

1 – A Terra é apenas um pontinho na imensidão cósmica

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Não é segredo que a Terra é consideravelmente bem menor que o Sol, mas o contraste é escandaloso!  Você sabia que 109 Terras poderiam caber ao longo da face do Sol? É isso mesmo, só na face do Sol. Porque nele inteiro, caberiam 1,3 milhão de Terras.

O Sol contém 333.000 vezes a massa da Terra e compreende 99,8% da massa do nosso sistema Solar.

Ficou assustado? Então prepare-se para cair da cadeira: o Sol não está nem perto da maior estrela que conhecemos, a supergigante vermelha Betelgeuse. Ela é aproximadamente 500 vezes maior que o Sol.

Compare isso com o tamanho da Terra e, de repente, perceberemos que somos muito pequenos. Tão pequenos que, todos os conflitos que criamos, parecem insignificantes.

Da perspectiva cósmica, nossas obsessões ideológicas e fanatismos, não aparecem em evidência.

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Nosso planeta é realmente apenas um pontinho no universo. E, apesar de pequeno para o cosmos e bem grande para nós, é o único lar planetário capaz de sustentar a vida que conhecemos.

Por isso, vale a pena lembrar da responsabilidade que temos em tratar bem os nossos semelhantes e o nosso planeta. A nossa singularidade é o que nos torna especiais.

“Cada um de nós é, sob uma perspectiva cósmica, precioso. Se um humano discorda de você, deixe-o viver. Em 100 bilhões de galáxias, você não vai encontrar outro igual” (Carl Sagan).

 

 

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