9 artefatos históricos que guardam histórias perturbadoras

Não há dúvidas de que a Terra viu quase de tudo ao longo desses milhares de anos que os humanos procuraram fazer história. 

E, neste mesmo contexto, existem descobertas incríveis que os arqueólogos andam fazendo que guardam segredos impressionantes e, muitos deles, verdadeiramente perturbadores. 

A seguir você conhecerá 9 artefatos históricos que guardam histórias ou segredos tão esquisitos que, muitas vezes, você irá querer clicar em “desver”. Veja só: 

9 – Um corpo perfeitamente preservado após 2 mil anos 

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Um túmulo foi descoberto em 1971 e em perfeitas condições. O corpo estava bem preservado e o mais interessante é que a morte dessa pessoa havia ocorrido há mais de 2 mil anos! Seu nome era Xin Zhui e ela ficou conhecida como Lady Dai.

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Lady Dai era esposa de um importante administrador da Dinastia Han na China e, por esse motivo, ao falecer em 163 a.C., Xin Zhui ela recebeu um enterro digno de um membro da realeza. 

A cripta que seu corpo havia sido colocado estava hermeticamente selada e continha mais de 1.000 itens luxuosos. A pele e os cabelos de Lady Dai estavam macios, suas sobrancelhas e cílios bem preservados e, inclusive, havia sangue em suas veias. 

O mais impressionante foi que o achado intacto permitiu a descoberta do que Lady Dai comeu em sua última refeição (melão), e também a causa de morte (ataque cardíaco). 

8 – Uma torre de esqueletos com uma mensagem mortal 

Christopher Pillitz/Getty Images

Entrar nesse monumento é como dar um mergulho em um dos lados mais macabros do tempo, pois esse local cheio de ossos tem uma história pra lá de perturbadora: tudo começou em 1809, quando os sérvios lutaram para proteger sua terra natal dos invasores otomanos.  

Quando os sérvios perceberam que a vitória seria impossível, eles empreenderam uma missão suicida: o comandante sérvio Stevan Sindelić atirou contra uma sala de pólvora, causando uma explosão massiva que matou milhares de seus homens. 

Sindelić e suas tropas haviam se sacrificado para evitar que os otomanos os torturassem a fim de dar informações sobre a rebelião. Os otomanos, frustrados com o evento, decidiram então mutilar os corpos de seus inimigos caídos e aí que a situação fica ainda pior: depois de decapitar os soldados, eles arrancaram suas peles e encheram seus corpos com palha e, em seguida, eles transformaram os crânios nesse monumento assustador que ainda choca os visitantes hoje: a Torre das Caveiras de Nis. A mensagem era clara – se os sérvios continuassem a resistir ao domínio otomano, eles se juntariam a Sindelić e seus rebeldes mortos. 

Essa torre tem 4,5 metros de altura e no início contava com crânios de 952 lutadores sérvios, com o crânio de Sindelić no topo.  

Hoje em dia, a maioria dos crânios foram removidos pelas famílias em luto, mas alguns deles permanecem no local. 

Mesmo erguendo esse monumento assustador, isso não impediu a Sérvia de lutar por sua independência. Após anos de guerras e múltiplas rebeliões, os sérvios finalmente conseguiram conquistar a independência em 1835. 

7 – Um corpo dentro de uma estátua de Buda 

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Em 2014 foi descoberto algo impressionante dentro dessa estátua: o corpo de um monge mumificado. E o mais assustador não foi o achado em si, mas sim o processo pelo qual ele passou para poder ficar intacto: um processo macabro chamado auto mumificação. 

Há alguns séculos, certos monges budistas em toda a Ásia se transformaram em “múmias vivas” em um rito de preparação para suas próprias mortes. A maior parte desse processo estava relacionada à dieta alimentar: eles começavam a comer muito pouco para evitar que a gordura e a umidade causassem a decomposição de seus corpos depois de morrerem, comendo sobretudo sementes capazes de impedir o crescimento de bactérias. O mais macabro disso tudo é que esse processo demorava anos para ser concluído. 

Conforme eles definhavam com a chegada de suas próprias mortes, eles então ingeriam uma seiva mortal para dar um fim às suas vidas, sendo que essa seiva também era ótima para repelir os insetos.  

Agora algo que intriga os estudiosos é como o monge foi parar dentro da estátua e o que aconteceu com seus órgãos que não estavam presentes em seus corpos. Recentemente descobriu-se que o corpo desse monge estava cheio de papeis com mensagens escritas em chinês dentro dele e os pesquisadores acreditam que o homem dentro da estátua era Liuquan, um mestre budista e membro da Escola de Meditação Chinesa, que morreu em 1100.  

Porém, esse achado está repleto de mistérios, sobretudo o motivo pelo qual o homem foi parar dentro de uma estátua. Será que queriam transformá-lo em um buda vivo?

Talvez…. a verdade, é que ninguém sabe!

6 – Achado perturbador de uma criança congelada 

JAIME RAZURI/AFP/Getty Images

Em 1995 algo bizarro foi encontrado por dois alpinistas no Monte Amparo, no Peru: um pacote cheio de cerâmica e conchas em que dentro havia uma múmia congelada.  

A múmia é conhecida como Juanita, e ela guarda um segredo obscuro: ela simplesmente não havia morrido em paz! 

Juanita está tão bem preservada que quase parece que morreu recentemente e sua pele ainda contém inclusive alguns pelos. Aliás, foi por seu estado de conservação que se descobriu que sua morte não foi nada pacífica: ela foi sacrificada como parte de um ritual de sacrifício de crianças incas. 

O ritual é conhecido como capacocha e consistia no sacrifício de crianças de boa saúde para apaziguar seus deuses. Juanita tinha provavelmente entre 12 e 15 anos quando se tornou tal sacrifício e ela sabia que seria sacrificada por um ano inteiro antes de morrer.  

O DNA do cabelo de Juanita revelou que cerca de um ano antes de morrer, a dieta dela mudou. Antes desse ano, ela comia principalmente vegetais e batatas. Mas, depois que ela foi selecionada para o ritual capacocha, ela passou a comer mais carne e milho. 

À medida que se aproximava o dia da morte de Juanita, ela ingeriu folhas de coca com álcool que assim como muitas outras vítimas do capacocha, acabou passando os últimos dois meses de sua vida em um estado alterado de consciência. Infelizmente, Juanita não foi o único corpo e não será o único a ser descoberto, já que a região em que foi encontrada é um verdadeiro cemitério e ela não foi a única criança a ser dada como sacrifício.  

5 – O culto misterioso 

Uwe Kahn / BILD

Quando os arqueólogos descobriram um antigo cemitério na Alemanha, algo verdadeiramente inesperado surgiu: um complexo de sepultamento na Saxônia-Anhalt pertencente a um senhor germânico de alto status, que morreu há 1.500 anos. 

O mais bizarro é que o local continha corpos de vários animais, incluindo cavalos, cães e gado, além de joias de ouro e prata que foram recuperadas. 

A parte mais assustadora de tudo foram os corpos de seis mulheres circundando um caldeirão no centro da tumba, o que deixou os especialistas intrigados. Será que isso fazia parte de um antigo ritual? Por que será que a tumba do senhor germânico continha tantos corpos consigo? 

Alguns acreditam que as mulheres podem ter sido sacrificadas, enquanto outros acham que elas poderiam ter feito parte de um antigo “culto à morte” que estava determinado a se juntar ao seu senhor após a morte. De qualquer forma, os pesquisadores continuam investigando a razão desses corpos terem ido parar lá, na esperança de encontrarem mais pistas. 

Agora, ironicamente a única coisa que falta na tumba é o que você esperaria encontrar lá: o corpo do tal senhor em pessoa. Estima-se que suas cinzas talvez estejam em um caldeirão de bronze e, mesmo o local contendo mais 60 corpos nos arredores, o que indica que era um cemitério de suma importância para a época, existem mais perguntas do que respostas a serem desvendadas sobre o que de fato acontecia ali. 

4 – Mortos enterrados como vampiros 

Matteo Borrini

Por volta de 1300 aconteceu algo totalmente bizarro na aldeia de Górzyca, parte do que é hoje a Polônia: os moradores acreditavam que algumas pessoas eram vampiras e não mediam esforços para garantir que mortos não voltassem à vida. Para isso, os aldeões mutilavam brutalmente os corpos ou os enterravam de bruços. Algumas práticas eram tão macabras que são até difíceis de acreditar que existiam: práticas como quebrar os joelhos do falecido, cortar suas pernas ou cabeça, ou até mesmo posicionar uma foice no pescoço do “suposto vampiro” para mantê-lo preso à sepultura, eram feitas de forma quase ritualística. 

Parece uma crença bizarra, mas não é só a Polônia que conta com cemitérios de “supostos vampiros”. Alguns esqueletos encontrados em Veneza tinham pedras enfiadas em seus crânios, uma outra crença popular para evitar o retorno de um vampiro. 

Esses “rituais” faziam parte de uma crença popular em que as pessoas acreditavam que era possível retornar dos mortos, porém como um vampiro assustador. Mas, na realidade, essas vítimas provavelmente sofriam de certos distúrbios como doenças infecciosas como a cólera, por exemplo, em que os surtos eram dados como morte – claramente resultando no “retorno” da pessoa (não totalmente sã) depois que a crise passasse. 

3 – O aviso da morte 

Petr David Josek / AP Photo

Há alguns séculos as pessoas descobriram uma forma pra lá de perturbadora de avisar as outras que a morte se aproximava: elas faziam marcações em pedras que se revelavam em períodos de seca. 

Essas pedras em especial foram encontradas pelo rio Elba, sendo que quando o nível das águas abaixava. Assim, as pessoas marcavam as pedras que só voltavam a ser visíveis quando a seca chegava.

Elas ficaram conhecidas como “pedras da fome”, sendo sinais ameaçadores de alerta às pessoas na área sobre uma colheita ruim, uma escassez de alimentos e uma grande crise que certamente estava por vir. 

Ao lado das datas, as pessoas escreveram avisos sobre as crises que se aproximam, algumas das quais são de partir o coração. Uma delas diz: “Quando você me ver, chore”. 

Em 2018, durante uma longa seca, o rio Elba quase atingiu o nível mais baixo já registrado, expondo as pedras da fome e essa não foi a única coisa que os tchecos encontraram no rio: a recente seca também revelou algumas descobertas mais perturbadoras, como bombas lançadas durante a Segunda Guerra Mundial que nunca explodiram! 

2 – O misterioso capuz escocês 

National Museums Scotland

É muito difícil conseguir saber, com precisão, como eram as vestimentas do passado, já que as evidências não são encontradas senão em gravações ou artes diversas. 

Agora, o que será que os escoceses vestiam há 1.700 anos? Não, não era o kilt, pois o kilt surgiu no século 14.  

Um achado incrível de 1867 dá uma pista sobre isso: o Orkney Hood, ou Capuz de Orkney, é considerado a mais antiga amostra de têxteis da história da Escócia. É um manto com franjas que remete aos períodos 250 DC a 615 DC. 

O mais curioso é que permanece muito bem preservado, apesar de toda sua idade. 

O capuz foi encontrado originalmente em um pântano de turfa, o que os especialistas acreditam que contribuiu para a sobrevivência da peça. Sem a presença do oxigênio, o capuz permaneceu incrivelmente novo e livre de decomposição. 

No entanto, os pesquisadores continuam a debater toda a história por trás dessa peça: ainda não se sabe se ela foi perdida ou colocada lá, muito menos quem era seu dono. Alguns especialistas supõem que o capuz tenha sido de alguma criança, cujos pais selecionaram algum tecido de excelente qualidade para confeccioná-lo. 

1 – O cérebro mais antigo já descoberto 

Wikipedia

Próximo à York, na Inglaterra, no ano de 2008, os pesquisadores encontraram um crânio datado da Idade do Ferro. O mais bizarro de tudo foi o que estava dentro do crânio: o cérebro do próprio dono!

Os especialistas ainda não sabiam, mas haviam acabado de descobrir o cérebro mais antigo do mundo, que remonta a cerca de 2.600 anos atrás. 

Os tecidos adiposos que constituem o cérebro dificilmente sobrevivem por muito tempo após a morte de uma pessoa e isso intrigou os pesquisadores, que começaram a acreditar que esse cérebro sobreviveu por mais de dois milênios porque a cabeça do homem decapitado foi enterrada quase que instantaneamente após sua morte. Quando a lama rica em argila envolveu a cabeça, acabou protegendo o cérebro de qualquer novo oxigênio e assim o órgão não se decompôs. 

Não se sabe de quem seja o cérebro do homem, mas ele viveu na Grã-Bretanha há cerca de 2.600 anos, durante a Idade do Ferro e tinha entre 26 e 45 anos quando morreu, sendo sua morte bastante violenta: ele sofreu um ferimento brutal no pescoço pouco antes de alguém cortar sua cabeça com uma faca. 

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