8 sons do passado inacreditáveis refeitos por cientistas

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Saber como era o nosso planeta no passado é uma vontade de grande parte das pessoas que se interessam por nossa história. Graças aos registros antigos, fotografias e outros documentos podemos ter alguma ideia de como eram as coisas, mas e quanto aos sons? O canto de pássaros extintos, o timbre de instrumentos que não são mais utilizados… Não podemos conhecer nada disso, certo? Bem, talvez isso não seja verdade.

Nessa lista, você vai conhecer alguns sons do passado, reconstruídos com o apoio de especialistas, que nos ajudam a ter uma ideia de como o mundo soava antigamente.

Confira:

1. O som da Águia-de-haast.

O som que você pode ouvir acima é uma projeção aproximada do que pode ter sido o som produzido pela Águia-de-haast, que habitava a Nova Zelândia.

O áudio foi feito pelo museu nacional Te Papa, da Nova Zelândia, com a ajuda de engenheiros de som e especialistas de mixagem.

2. Flauta de pã utilizada no Antigo Egito.

Reprodução

Clicando aqui você pode conferir como soavam as flautas de pã, utilizadas amplamente no Egito Antigo. O instrumento que você vê no vídeo foi impresso em 3D por pesquisadores da Universidade de Kent, em março de 2018. O modelo foi criado utilizado restos extremamente frágeis dos instrumentos antigos, com o objetivo de recriá-los com o máximo possível de fidelidade.

A sonoridade do instrumento foi trabalhada com cuidado, para que recriasse os sons que os escritos antigos afirmam que ele tinha no passado.

3. Antiga música grega.

A música era uma parte importantíssima da sociedade na Grécia Antiga, mas ao que tudo indica os gregos entendiam esta arte de uma forma diferente do que fazemos atualmente.

O especialista Armand D’Angour, da Universidade de Oxford, analisou um papiro encontrado em 1892 com partes do refrão de “Orestes”, música escrita por Euripides em 408 a.C.

O trabalho não foi fácil, visto que a linguagem musical utilizada no documento milenar é totalmente diferente daquela que usamos hoje em dia, mas o resultado é simplesmente incrível, como você pode conferir no vídeo acima.

4. Nesyamun

Nesyamun foi uma personalidade religiosa importante no Egito Antigo há cerca de 3000 anos. Sua múmia chamou a atenção dos cientistas por conta da preservação acima da média, que permitiu que suas cordas vocais se mantivessem em um estado muito bom até os dias de hoje.

Graças a isso, cientistas da Universidade de Londres, comandados por David Howard, especialista em fala, foram capazes de recriar a sua garganta e cordas vocais em uma impressão 3D. A equipe então conectou esta réplica a um computador, que fez com que o ar passasse por dentro das “cordas vocais”, produzindo um som que de acordo com eles pode ser bastante aproximado ao da voz de Nesyamun.

5. A acústica do Stonehenge.

Trevor Cox, da Universidade de Salford, na Inglaterra, é um grande entusiasta de arqueologia acústica. Em um trabalho recente, ele tentou descobrir como soava a acústica do Stonehenge quando todas as suas rochas estavam intactas. Para fazer isso, ele construiu uma réplica em miniatura do monumento, posteriormente projetando sua voz para dentro da maquete, tomando certos cuidados para guardar as proporções devidas.

No áudio acima você pode ter uma ideia de como seria a sua voz caso você falasse dentro do espaço cercado pelas rochas do Stonehenge.

6. Ötzi, o Homem do Gelo.

De forma semelhante à múmia de Nesyamun, o famoso “Homem do Gelo” encontrado nas montanhas do Tyrol em 1991 também teve sua voz reconstruída. Neste caso os trabalhos foram liderados por Rolando Füstös, do Hospital de Bolzano, na Itália. A garganta do homem, chamado de Ötzi, foi escaneada com o uso de tecnologias de ponta, permitindo a recriação do que pode ter sido a sua voz.

Entretanto, existem algumas limitações, como o fato de que nem todos os tecidos do trato vocal do Homem do Gelo foram preservados, o que faz com que os cientistas não tenham certeza sobre a tensão exata das cordas vocais.

7. A vocalização do mamute-lanoso

WikiCommons

Em meados de 2010, Marguerite Humeau ficou sabendo da criação de Hideyuki Sawada, uma espécie de “boca artificial” capaz de mover seus lábios, armazenar ar em um tipo de “pulmão” na forma de um tanque de ar e até mesmo emitir sons.

Inspirada por essa criação, Marguerite decidiu criar algo semelhante com animais extintos. Depois de trabalhar em outros projetos, ela focou na recriação da vocalização de um mamute-lanoso, utilizando a ajda de paleontólogos, médicos, físicos e especialistas, como Bernard Buigues, conhecido por seus trabalhos envolvendo mamutes.

O resultado foi um aparato de 6m de altura, utilizado para emular as vocalizações do animal extinto. O som você pode ouvir clicando aqui.

8. Rugido de um T-Rex

Por último, mas não menos interessante, este é o rugido de um T-Rex, conforme recriação de Julia Clarke, professora de palentologia da Universidade do Texas.

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