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7 histórias assustadoras de prisões comunistas e campos de trabalho forçado

A violência, infelizmente, faz parte da sociedade humana desde os primórdios da nossa organização em comunidades. Ao longo da história, a humanidade já tentou se organizar de inúmeras formas diferentes, com base em distintas ideias e ideologias, porém falhou muitas vezes com aquele que deveria ser o principal valor a ser defendido acima de tudo: a vida e a dignidade de todos os indivíduos.

Nas sociedades que foram governadas por regimes autoritários comunistas, assim como ocorreu em outros países liderados por forças autoritárias e ditatoriais de outras vertentes ideológicas, os rastros de destruição e sofrimento ainda são contabilizados até hoje. O fato é que, independente da ideologia por trás de todos esses governos, absolutamente tudo está fadado ao fracasso quando a intolerância, o cerceamento à livre expressão, a perseguição política e a violência entram em cena.

Nesta lista, você vai conferir algumas das histórias mais assustadoras e lamentáveis envolvendo governos autoritários comunistas:

1. Comunismo no Vietnã.

A partir da tomada do Vietnã do Sul pelo Vietnã do Norte em 1975, o país embarcou em uma triste passagem de sua história, quando o comunismo instaurou por lá uma série de campos de trabalho forçado. Lá, os prisioneiros eram divididos em grupos (ou níveis), onde alguns recebiam o direito de trabalhar durante o dia e voltar para casa durante a noite, enquanto outros passavam dias e noites em claro trabalhando, muitas vezes em situações precárias. Além disso, independente de concordarem ou não com o regime, os vietnamitas que eram feitos prisioneiros forçadamente participavam de programas de “reeducação ideológica”, onde eram cooptados a rescindir suas particularidades ideológicas, em nome do governo autoritário que regia o país à época.

Estima-se que cerca de 700 mil pessoas tenham passado por estes campos de trabalho no Vietnã durante o regime comunista. Levando em consideração os campos que já eram colocados em atividade pelo Vietnã do Norte desde 1961, estima-se que quase um milhão de pessoas possam ter perdido suas vidas sob estas circunstâncias.

2. Terror vermelho

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Terror vermelho“, quando se tratando da Rússia Soviética, é o termo utilizado para se referir a uma série de execuções em massa praticadas pelo próprio governo soviético, que perseguia inimigos políticos e pessoas que se encaixavam no perfil de “contrarrevolucionários”, pertencentes às classes dominantes. O terror vermelho teve como principal instrumento a “Tcheka” – uma polícia secreta soviética que durante os períodos de perseguição e repressão contribuíram com dezenas de milhares de execuções.

As ações da Tcheka previam que, além de mortos, os opositores fossem expostos ao público, como uma forma de intimidação, para transmitir a mensagem de que aqueles que se opusessem ao governo teriam o mesmo fim.

3. Gulags

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Em 1920, sob o governo de Vladimir Lenin, havia cerca de 84 campos de prisão e trabalho forçado ao longo da Rússia, chamados ‘Gulags’, onde de forma semelhante aos outros campos desta natureza em outros países, os prisioneiros eram forçadamente submetidos a processos de “reeducação ideológica”. Alguns anos depois, o número de campos aumentou para 300, levando a uma população prisioneira de aproximadamente 70 mil indivíduos.

Nestes campos, viviam principalmente presos políticos, mas também outras pessoas desvinculadas de movimentos ativistas, porém contrárias ao governo. As condições sanitárias precárias desses ambientes levou à propagação de diversas doenças entre os prisioneiros – que quando não morriam por questões de saúde, eram mortos por execução, pela fome ou pelo excesso de trabalho.

4. Holodomor

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“Holodomor” é uma palavra em ucraniano para representar algo como “morto pela fome”, ou “deixado para morrer de fome”. O termo é utilizado para se referir ao período compreendido entre 1931 e 1933, quando a Ucrânia pertencia à União Soviética e era diretamente afetada pelas decisões tomadas por ela.

Stalin, por sua vez, estava começava a instalar na União Soviética um programa que obrigava camponeses a fornecerem grande parte de suas produções de cereais para o estado, de forma a garantir que o regime tivesse um maior controle da produção. No entanto, o governo comunista encontrou resistência na Ucrânia, que em um primeiro momento bateu de frente contra as imposições – o que acabou lhe rendendo uma severa repressão. A URSS passou a cobrar dos ucranianos metas desumanas de produção de cereais, que lhes obrigavam a fornecer para o estado uma quantidade de alimento que muitas vezes não lhes permitia fazer suas próprias refeições.

Dentro deste cenário, o caos se instalou de tal forma na Ucrânia que os relatos dão conta de corpos espalhados pelas ruas ucranianas, à medida em que a fome ia cada vez mais se espalhando pelo país. Os mortos, de acordo com estimativas, foram pelo menos 5 milhões.

5. Campos de concentração de Belene.

Os campos de concentração são normalmente lembrados quando falamos de outro tipo de regime autoritário e sanguinário, que foi o nazismo, porém também estiveram presentes em alguns países afetados por regimes comunistas. Foi a caso da Bulgária, com o Campo de Concentração de Belene. Lá, os “detentos” (normalmente presos políticos) eram forçados a atuar em trabalhos manuais e desgastantes, como o corte de árvores, agricultura, entre outros, enquanto eram abastecidos com pouca ou nenhuma água e comida.

Além disso, existem relatos que dão conta de que os guardas de tal campo de concentração forçavam os prisioneiros a abdicarem suas crenças pessoais e adotarem o ateísmo, muitas vezes aplicando penas àqueles que se negassem a tanto. Algumas fontes dizem, por exemplo, que aqueles que rejeitavam abrir mão de suas religiões eram utilizados como alvos para a prática de pontaria por parte dos soldados soviéticos.

6. Khmer Vermelho.

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O Khmer Vermelho foi um regime autoritário comunista que durou de 1975 a 1979, no Camboja, liderado por Pol Pot. Motivados por uma ideologia utópica em temas agrários e pela ideia da implantação de uma autossuficiência inalcançável, o Khmer Vermelho acabou por protagonizar execuções arbitrárias, trabalhos forçados, torturas e, o pior de tudo, a morte de 1,5 milhão de pessoas. O regime teve como principais “estratégias” o afastamento das relações com outros países, bem como o encerramento das atividades bancárias e a retenção de todas as propriedades privadas da população.

Em uma verdadeira utopia descontrolada, que tinha como objetivo dividir a população do Camboja em grandes fazendas coletivas e colônias agrícolas, o Khmer acabou por forçar o trabalho a pessoas muitas vezes totalmente desconectadas da vida política. Além disso, grande parte da sociedade intelectual do país foi perseguida e executada, assim como livros foram queimados e conhecimentos considerados “estrangeiros” (como a medicina, por exemplo) passaram a ser rejeitados. Como consequência disso, milhares de pessoas morreram por doenças que poderiam ter sido facilmente tratadas.

7. Prisões de Pitești.

Durante os anos de 1949 e 1951, a Prisão de Pitesti, na Romênia, foi palco para acontecimentos e práticas extremamente grosseiras, humilhantes e desumanas. Sob o comando de Ana Pauker e Eugen Turcanu, a prisão era utilizada como uma espécie de calabouço de torturas e experimentos que tinham como intuito tentar “criar novos comunistas”, punindo violentamente inimigos políticos de forma a incentivá-los a abrir mão de suas próprias ideologias à base da força. Foram punidos, além de ativistas de outras ideologias, proprietários de terras, diplomatas, padres, intelectuais, judeus e algumas outras pessoas consideradas “da burguesia”.

Existem relatos que dão conta de que os métodos de tortura incluíam, entre outros absurdos, uma espécie de “batismo” feito com fezes e urina, ao qual eram submetidos os presos políticos forçados a confessarem-se arrependidos de suas vidas pregressas, bem como o estupro sistemático de mulheres em troca de “pequenos favores” (como comida, por exemplo).

Em 1954, Turcanu, que era particularmente bastante “criativo” em relação aos métodos de tortura, fora executado por fuzilamento. Depois disso, o Partido Comunista da Romênia teria tentado emplacar a história de que Turcanu e Pauker teriam sido exclusivamente responsáveis pelas atrocidades praticadas em Pitești. No entanto, muitos historiadores defendem a ideia de que o partido apoiou a iniciativa desde o começo.

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