7 fatos históricos que pensávamos ser verídicos mas não são

“Todas as boas histórias merecem ser embelezadas”, disse o velho Gandalf. E, apesar de funcionar bem o suficiente para ficção, a história não perdoa essas coisas. Interpretações incorretas de eventos e inúmeros pressupostos se transformam em fatos de livros escolares ao longo do tempo, distorcendo completamente a realidade de certos eventos.

Confira a seguir 7 fatos históricos que pensávamos ser verídicos mas não são:

7 – Shakespeare pode nunca ter escrito uma única obra. O autor provavelmente era uma pessoa diferente

Shakespeare nasceu e cresceu em um centro de comércio de ovelhas, onde é considerado que ele não poderia ter adquirido conhecimento suficiente para escrever descrições tão elaboradas de política, intrigas judiciais e culturas de outros países.

Além disso, não há uma assinatura exclusiva para o escritor. A maioria de suas obras são assinadas de formas diferentes, e até mesmo o sobrenome é escrito como Shakespeare, Shake-speare, ou mesmo Shak-spear.

Esta teoria é muitas vezes rejeitada, mas foi apoiada por personalidades bastante proeminentes como Charlie Chaplin, Mark Twain e Sigmund Freud.

6 – Maria Antonieta não disse aos camponeses para comerem bolo

Uma vez, a rainha francesa Maria Antonieta alegadamente disse as seguintes palavras a seus camponeses: “Se eles não tiverem pão, deixe-os comerem bolo!”

No entanto, foi Jean-Jacques Rousseau quem primeiro escreveu esta frase supostamente dita por algum monarca. Mas não foi Maria Antonieta porque ela tinha somente 9 anos na época e ainda vivia na Áustria. Outra versão diz que ela disse essas palavras, mas sem uma intenção desdenhosa: a lei da época ditava que os padeiros tinham que reduzir os preços dos caros pães durante uma crise. Talvez seja o que a rainha realmente quis dizer, se é que ela mesma disse a frase.

5 – As pirâmides não foram construídas por escravos

Heródoto foi o primeiro a escrever sobre trabalho escravo na construção das pirâmides. No entanto, o historiador antigo viveu muito mais tarde do que quando elas foram realmente construídas.

No início da década de 1990, arqueólogos encontraram túmulos de pessoas que trabalharam na construção das pirâmides. Eles foram enterrados com honras e estavam muito perto dos próprios faraós. A investigação de seus esqueletos mostrou que essas pessoas estavam bem alimentadas e trabalhavam em turnos, então a conclusão era óbvia: eram trabalhadores contratados, não escravos.

4 – O cinto de castidade é uma mentira

Há histórias de que um homem que ia a uma cruzada santa colocou um cinto de castidade de metal em sua esposa para que ela não pudesse traí-lo enquanto ele estava fora, e ele levou a chave consigo. No entanto, nenhuma mulher poderia ter ficado mais do que alguns dias usando esse acessório, pois acabaria morrendo de sepsis.

Nenhuma fonte confiável da Idade Média diz algo sobre esse acessório e os cintos encontrados nos tempos modernos acabaram sendo falsos.

3 – A Esfinge de Gizé perdeu o nariz muito antes de Napoleão chegar ao Egito

Há um equívoco comum de que, durante a campanha de Napoleão no Egito (1798-1801), ele ordenou que seus soldados se exercitassem atirando na Esfinge como alvo. Foi assim que, alegadamente, ela perdeu o nariz.

Na realidade, a Esfinge já não tinha nariz quando Napoleão chegou ao Egito, provada por uma gravura feita por algum viajante décadas antes da campanha francesa. Há também fontes dizendo que o nariz foi quebrado por um zelote árabe no século XIV.

2 – A biblioteca de Alexandria foi destruída muito antes do famoso incêndio

Milhares de pergaminhos e conhecimentos inestimáveis ​​foram todos supostamente queimados durante o ataque de Júlio César a Alexandria no Egito.

O que realmente aconteceu foi que César não tinha quase nada para destruir. Muito antes da sua chegada, a biblioteca foi gravemente danificada por outro inimigo e, mesmo antes, por fanáticos religiosos. E ainda assim essas não são a principal causa.

O principal motivo da queda da biblioteca de Alexandria foi bastante mundano: o estado gradualmente reduziu suas despesas com as necessidades da biblioteca. Bolsas foram abolidas e cientistas estrangeiros foram proibidos de visitar o prédio. No final, a biblioteca acabou sendo abandonada.

1 – É possível que o Cavalo de Tróia não tenha existido

Infelizmente, nenhuma outra fonte além de A Ilíada de Homero e Aeneid de Virgíl pode nos contar qualquer coisa sobre a Guerra de Tróia. Isso levou a inúmeros mitos e lendas aderindo à história. Alguns pesquisadores acham que não havia cavalo de madeira, mas apenas um carneiro que parecia um cavalo ou uma arma de guerra, uma daqueles que costumavam ter nomes de animais. Outros propõem que o Cavalo de Tróia foi um terremoto que destruiu os muros de Tróia. De qualquer forma, a história do cavalo parece ser apenas uma história afinal de contas. [Brightside]

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