7 distúrbios do sono que são de fato assustadores

Todos nos lembramos de acordar de pesadelos quando crianças. Mas para algumas pessoas, esse medo pode se manifestar na vida real na forma de um distúrbio do sono assustador.

Alguns desses distúrbios do sono são assustadores para o risco que representam para você e seus entes queridos. Outros, são literalmente horripilantes. Felizmente, a maioria pode ser gerenciada com a ajuda de um especialista em sono e algumas mudanças em sua rotina noturna.

Veja só 7 distúrbios do sono que são de fato assustadores:

7 – Transtorno de pesadelo

Seja fugindo de assassinos empunhando machados ou aparecer só de roupas íntimas na escola, a maioria de nós já foi acordado por um pesadelo em algum momento. Quando pesadelos deixam de apenas ser algo ocasional e se tornam algo frequente, você pode ter um transtorno de pesadelo. Pessoas com esse transtorno geralmente acordam suadas com lembranças vívidas de sonhos horríveis. Elas sofrem ao estarem acordadas e podem temer o sono.

Estresse e privação de sono são grandes gatilhos de pesadelos, assim como alguns medicamentos, de acordo com a American Sleep Association (ASA). Em casos graves, terapia ou medicamentos sedativos podem ser necessários para aliviar a ansiedade causada pelos pesadelos.

6 – Sonambulismo

Até 15% dos adultos ocasionalmente se levantam e caminham ao redor da casa enquanto dormem. No caso de crianças, o número é ainda maior. Ninguém sabe o que faz com que alguns sonâmbulos vagueiem, mas estresse e um sono perturbado costumam ser fatores. Também tem a ver com genética: parentes próximos de sonâmbulos têm 10 vezes mais chances de sonambulismo do que a população em geral.

No entanto, você não verá sonâmbulos se arrastando ao redor com braços estendidos – muitos perambulam pelos seus quartos com facilidade e são capazes de abrir portas e mover móveis. E enquanto acordar um sonâmbulo não lhes fará mal algum, o próprio sonambulismo pode ser perigoso. Um estudo publicado em 2003 na revista Molecular Psychiatry descobriu que 19% dos sonâmbulos adultos se feriram durante as incursões noturnas. Cair é o maior perigo, por isso, se você tem um sonâmbulo em sua casa, os especialistas recomendam que fiquem longe de cabos elétricos e evite com que acesse escadas.

5 – Síndrome da cabeça explodindo

Este distúrbio ocorre durante o início do sono profundo, quando a pessoa é repentinamente surpreendida por um ruído agudo e alto. Esses ruídos variam de pratos batendo até explosivos. Para a pessoa que os ouve, as explosões parecem ter origem tanto ao lado da cabeça da pessoa quanto dentro do próprio crânio. Não há dor envolvida e nenhum perigo, mas o susto é grande. Os médicos não sabem o que causa essa síndrome, mas sabem que ela não está associada a nenhuma doença grave.

4 – Alucinações do sono

Estamos todos acostumados a ver coisas estranhas em nossos sonhos, mas e se vemos enquanto não estamos sonhando? As chamadas alucinações hipnagógicas ocorrem durante a transição da vigília para o sono (logo após a cabeça tocar o travesseiro). E alucinações hipnopômpicas ocorrem durante o processo de despertar. As pessoas relatam ouvir vozes, sentir sensações fantasmagóricas e ver pessoas ou objetos estranhos em seus quartos. Ver bichos ou animais rastejando nas paredes são exemplos, disse Neil Kline, um médico do sono e representante do ASA.

Alucinações relacionadas ao sono são mais comuns em pessoas com narcolepsia. Portanto, enquanto ver coisas ocasionalmente não é algo preocupante, se as alucinações são acompanhadas de sonolência diurna e perda de controle muscular quando a pessoa está empolgada ou surpresa, Kline recomenda que você consulte um médico.

3 – Paralisia do sono

Durante o sono REM, a atividade dos sonhos aumenta e os músculos voluntários do corpo tornam-se imóveis. Essa paralisia temporária impede de mexermos nossos corpos enquanto sonhamos, evitando com que nos machuquemos. Às vezes, porém, a paralisia persiste mesmo depois que a pessoa acorda. “Você sabe que está acordado e quer se mover”, disse Kline. “Mas você simplesmente não consegue”.

Pior ainda, a paralisia do sono muitas vezes coincide com o número 4 da nossa lista: alucinações. Em um estudo publicado em 1999 no Journal of Sleep Research, 75% dos estudantes universitários que haviam sofrido de paralisia do sono relataram alucinações simultaneamente. E essas alucinações, quando ocorrem junto da paralisia do sono, não são nada legais: as pessoas geralmente relatam sentir uma presença maligna, junto com uma sensação de estar sendo esmagado ou sufocado.

2 – Síndrome do comedor noturno

As pessoas com distúrbios alimentares relacionados ao sono comem compulsivamente à noite, acordando na manhã seguinte com pouca ou nenhuma lembrança do evento. Alguns correm perigo cortando ingredientes ou ligando o fogão. Outros comem ingredientes crus, como comida congelada ou manteiga pura.

Não se sabe muito sobre o distúrbio, mas, como o sonambulismo, ocorre durante o sono não-REM. Drogas que aumentam a dopamina, um neurotransmissor associado a recompensa e prazer, podem ajudar a parar essas refeições noturnas inconscientes, dizem os médicos.

1 – Sexônia

Ainda mais estranho do que comer durante o sono é o distúrbio que faz alguém fazer sexo inconscientemente, também conhecido como sexônia. Descrito pela primeira vez em um estudo de caso de 1996 com sete indivíduos, a sexônia pode variar de irritante (altos gemidos sexuais, por exemplo), perigosa (masturbação auto-agressiva) a criminosa (agressão sexual ou estupro). Em pelo menos cinco casos controversos, homens foram absolvidos de agressão sexual argumentando que estavam dormindo durante o ataque.

A maioria das pesquisas sobre sexônia envolveu pequenos estudos de caso. O maior estudo, uma pesquisa na Internet com 219 pessoas que afirmaram ter experimentado sexo com o sono, é limitada porque se baseou em autorrelatos. Mesmo assim, esse estudo, publicado em 2007 na revista Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, sugeriu que a privação do sono, o estresse, o álcool, as drogas e o contato físico com um parceiro de cama têm um papel importante. Mas ninguém sabe por que algumas pessoas respondem a esses gatilhos com comportamento sexual.

[Live Science]

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