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6 coisas que com certeza você não sabia sobre a Idade Média

Quando você pensa sobre a Idade Média, é provável que você imagine cavaleiros galãs galopando através de um mar de pragas, ignorância e sujeira, com muita pompa. E você dificilmente pode ser culpado por isso, quando todos os filmes que você assistiu até as palavras de seu professor de história do ensino médio lhe diziam que…

6 – Não havia progresso científico?

Mistérios do Mundo

O mito:

É chamado de Era das Trevas por um motivo. Qualquer cientista que ousasse realmente estudar o universo seria parado pela igreja católica, que achava que o estudo era imoral e que a Bíblia era todo o aprendizado que alguém poderia precisar. Eles até pensavam que a Terra era plana durante essa época.

A realidade:

Além do fato de que a maioria das pessoas na Idade Média não achava que a Terra fosse plana, a igreja não era responsável por matar a ciência.

Depois que os bárbaros invadiram a Europa e Roma seguiu o caminho inverso, a igreja católica foi o último aspecto restante da cultura romana na Europa Ocidental. A igreja se preocupava com a criação de mosteiros por toda a Europa, e junto com os monges vieram as grandes bibliotecas dos monges. Os monges eram as únicas pessoas educadas no início da Idade Média e, praticamente tudo o que sabemos sobre esse período foi escrito por eles.

5 – Todo mundo cheirava extremamente mal?

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O mito:

Mesmo que não conheçamos mais nada sobre a Idade Média, ouvimos dizer que todos eram completamente imundos. As pessoas na época tomavam banhos com a mesma frequência que vamos ao dentista. Só para chegar aos órgãos genitais de uma pessoa provavelmente era necessário uma escova rígida de arame e um aparador de grama.

A realidade:

As pessoas tomavam muitos banhos durante grande parte da Idade Média. Talvez até demais – eles continuaram a prática romana, em que um grupo de estranhos tomava banhos comunitários e a maioria das cidades e até aldeias na Alemanha medieval tinha áreas de banhos comuns onde os artesãos se lavavam depois de um árduo dia de trabalho.

Enquanto isso, não só era comum que o povo medieval lavasse as mãos antes e depois de comer, também era costume oferecer banhos com convidados ao entrarem em sua casa. A demanda medieval de sabão (geralmente feita de gorduras animais, com uma variedade de óleos e sais adicionados) era tão grande que, no século 13, o sabão estava sendo feito em uma escala quase industrial na Grã-Bretanha, Itália, Espanha e França.

Então, por que nós imaginamos que todos rolavam em suas próprias sujeiras naquela época? Bem, as coisas mudaram de uma só vez: em meados do século 14, a Peste Negra se espalhou e “chutou a Europa diretamente nos dentes” com sua “bota de pestilência”. De repente, as pessoas inteligentes estavam dizendo às massas que o banho era uma maneira infalível de abrir os poros do seu corpo e convidar todos os espíritos malignos ou gremlins ou o que quer que fosse (eles não tinham muito conhecimento do que causou a doença na época). Como resultado, no início do período moderno da história, o banho tornou-se obsoleto.

4 – Os cavaleiros eram guerreiros honrados e nobres?

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O mito:

Cavaleiros eram guerreiros galantes e valentes que marchavam em direção da batalha para destruir o mal e salvar a linda donzela e seu povo.

A realidade:

Os cavaleiros eram guerreiros profissionais e, quando não havia uma guerra para lutar, eles tinham que encontrar algo a ver com suas vontades de guerra. A maioria desses rapazes era relativamente jovem e não tinha o Call of Duty para satisfazer seus impulsos violentos, então eles tendiam a descontá-los na população local. No final do século 10, muitos dos lordes locais começaram a discutir sobre quem pegaria fatias de terras romanas e os cavaleiros estavam na vanguarda dessas pequenas lutas. Essas “guerras” não eram tanto como batalhas épicas de Coração Valente, mais sim cavaleiros invadindo aldeias e matando todo mundo.

3 – Todos eram “puros”?

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O mito:

O sexo casual, e mesmo o conhecimento de como o sexo funciona, é uma invenção moderna. Durante a Idade das Trevas, fortemente religiosa, o sexo era estritamente proibido fora do casamento, e toda pessoa de idade consentânea (um termo que era muito vagamente definido naquela época) conduzia uma vida que era uma dor sem fim através de sua própria sexualidade reprimida.

A realidade:

A prostituição era um grande negócio naquela época. Embora tecnicamente contra os ensinamentos da igreja, todos concordavam coletivamente que, se não houvessem prostitutas, os homens estuprariam a todas as pessoas. Na maioria das cidades medievais, a prostituição era completamente legal, mas confinada a certos distritos era licenciada pelo prefeito de uma cidade. A igreja até entrou neste acordo e licenciou alguns “bordéis sagrados” próprios.

Mas não deixemos de lado o povo casado. Uma vez que a maioria dos casamentos de classe alta eram arranjos políticos e as pessoas se casando não se interessavam necessariamente, casos extraconjugais ocorriam bastante.

2 – As mulheres eram tratadas como lixo?

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O mito:

A Europa durante a Idade Média está numa competição cerrada com o Afeganistão governado pelo Talibã na lista de “top 5 locais em que seria um grande infortúnio nascer como uma mulher”. As mulheres eram horrivelmente oprimidas e eram tratadas como cidadãs de segunda classe – suas únicas responsabilidades eram cozinhar, limpar e ter bebês (homens) sob demanda.

A realidade:

Até cerca de 200 anos atrás, a Europa era uma sociedade em grande parte agrícola. E o “engraçado” sobre trabalhos destruidores de colunas e muitas vezes desumanizantes é que eles possuem uma maneira estranha de igualar as pessoas – quando, literalmente, todos os membros da família ralavam todas as manhãs apenas para afastar a muito real ameaça da fome, os papéis de gênero e sexismo de repente não pareciam tão importantes. Assim, quando se tratava de responsabilidades domésticas, as mulheres e os homens eram iguais por padrão, uma vez que as mulheres tinham que fazer as mesmas coisas que seus maridos tinham que fazer.

E a história não era muito diferente nas cidades.: se um pai possuísse uma loja ou uma taberna, suas filhas eram as que ajudavam. Às vezes, uma filha assumiria o negócio da família e executaria ela mesma se o pai dela não pudesse, algo que realmente não aconteceria até muito mais tarde na sociedade moderna. As mulheres também geralmente dirigiam as tabernas na Idade Média – de fato, as mulheres já dirigiam toda a indústria de cerveja da Inglaterra.

As mulheres que não estavam ocupadas com tabernas ou colheitas para sobreviver poderiam se juntar a um convento, o que pode não soar tão impressionante até você perceber que isso lhes deu acesso à educação em um momento em que isso era extremamente raro – freiras podiam ler e escrever numa época em que os reis mais poderosos não podiam.

1 – A vida era horrível e todos morriam cedo?

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O mito:

A vida na Idade Média tem sido descrita como “desagradável, brutal e curta”. Os alimentos eram ruins, os abrigos eram ruins, o trabalhos eram ruins, tudo era ruim. Felizmente, as pessoas não tiveram de suportar todas as perpétuas crises por muito tempo, já que só viviam até, no máximo, 35 anos. Hoje, se você vê um personagem com mais de 60 anos em um filme com cenário na Idade Média, ele seria certamente um mago.

A realidade:

Quanto às vidas serem curtas, embora possa ser verdade que a expectativa média de vida era de 35 anos, tendemos a ignorar uma palavra muito importante: a média. A mortalidade infantil foi brutal, uma vez que as vacinas contra doenças infantis ainda não existiam e a medicina ainda estava em seus primeiros passos. Mas se um homem que vivesse em 1500 conseguisse fazer seu aniversário de 21 anos, ele deveria viver cerca de mais 50 anos a partir desse ponto.

A percepção típica do camponês medieval é de alguém que quebrava as costas fazendo trabalho ininterrupto para seus lordes, que não sabem nada de seu bem-estar, mas seu típico camponês na verdade trabalhava cerca de oito horas por dia, com pausas longas para refeições e cochilos. E você sabia que os camponeses tinham mais tempo livre do que você? O domingo era um dia de folga automático e quando você conta as férias longas no Natal, na Páscoa e no verão, além de todos os dias dos santos, os camponeses medievais tinham férias por um bom terço do ano. E já que a maior parte desse tempo era acompanhada de festivais épicos, eles gastavam se enchendo de diversas variedades de cerveja medieval. Então, eles não só trabalhavam menos do que você, mas também festejavam mais.

E resulta que eles não viviam exatamente vidas de fome e sofrimento eterno também. No final da Idade Média, o trabalhador inglês médio ganhava cerca de US$ 1.000 por ano – significativamente melhor do que as pessoas em algumas das nações mais pobres de hoje. E enquanto ninguém argumenta que esse nível de renda proporcionaria estilos de vida que inspirariam letras musicais de rap, isso lhes proporcionava dietas variadas, ocasionais itens de luxo e muita cerveja para cobrir todas as festas que eles faziam eventualmente.

Fonte: Cracked

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