6 causas de morte bizarras que ocorreram através da história

Apesar de muitas pessoas decidirem não falar sobre isso, uma verdade é universal: a morte chegará para todos nós.

E, pensando nisso, é comum que maioria de nós prefira essa passagem pacificamente e de preferência em uma cama durante a velhice, após viver uma vida feliz. Mas, infelizmente para alguns de nós, acidentes ou desventuras nos fazem encontrar um fim prematuro e mesmo que morrer não seja algo legal – já que é sempre trágico para quem vai e para quem fica – no decorrer da história existiram alguns finais realmente bizarros.

Algumas delas parecem muito mais lendas que fatos, inclusive. Conheça 5 causas de morte bizarras que ocorreram através da história:

6 – Morte pela queda de uma tartaruga

@Wikipedia

Uma tartaruga inofensiva parece o animal menos provável de causar um ferimento fatal, certo? Bem, nem tanto assim: o antigo dramaturgo grego Ésquilo acabou encontrando seu fim prematuro por causa de uma tartaruga em queda, cerca de 455 a.C.

Diz a lenda que ele havia recebido uma profecia de que ele morreria por causa de um objeto em queda. A fim de se proteger, o escritor sempre trabalhava ao ar livre, já que assim nada poderia cair em sua cabeça

Porém um dia, Ésquilo morreu quando uma grande tartaruga “caiu do céu” em sua própria cabeça. A literatura através dos tempos sugere que uma águia passageira confundiu sua careca com uma pedra e, na tentativa de encontrar uma ferramenta adequada para abrir (e comer) sua presa, a águia jogou a tartaruga na cabeça de Aeschylus, matando-o instantaneamente.

Apesar de muitos pensarem que a tartaruga foi arremessada na cabeça dele = talvez por quem ditou a profecia em si – é válido lembrar que aves de rapina se alimentavam de tartarugas na região em que Ésquilo morreu e assim é até hoje.

[Britannica]

5 –  Estrangulada por um cachecol

@Wikimedia Commons

Isadora Duncan foi uma bailarina conhecida mundialmente, sendo uma verdadeira sensação internacional no início do século XX.

Todavia, o mundo ficou chocado com sua morte por um acidente automobilístico bizarro em Nice, na França, em 1927: Isadora era passageira em um carro aberto quando seu longo cachecol ficou preso na roda do veículo. A estrela foi arrancada do carro em movimento pela peça presa, que então a jogou no chão e fez quebrar seu pescoço.

E, para piorar a situação, em uma trágica coincidência em 1913, um carro sendo conduzido pela babá de Duncan mergulhou no rio Sena, perto de Paris, matando seus dois filhos.

[LA Times]

4 – A maldição do Faraó

@Wikimedia Commons

Eis aqui outro caso que parece mais lenda do que qualquer outra coisa: a morte pela “maldição do Faraó”.

A vítima, George Herbert, foi um filantropo que financiou a expedição arqueológica de Howard Carter ao túmulo de Tutancâmon, em 1922. Acontece que o 5º Conde de Carnarvon morreu no Egito sob circunstâncias bizarras apenas seis semanas após a abertura da câmara funerária.

Herbert foi picado por um mosquito enquanto se barbeava e a ferida foi infectada, sendo que ele morreu de envenenamento. Muitos ainda citam a morte de Herbert como evidência da maldição de Tutancâmon.

As notícias da época afirmavam que o corpo mumificado de Tutancâmon tinha uma picada de mosquito no mesmo local da ferida fatal de Herbert. Doze pessoas presentes na abertura do sarcófago morreram em poucos meses uma da outra em circunstâncias igualmente estranhas e até hoje estima-se que houve algum tipo de condição fatal ou mesmo inalações de gases para que essas mortes ocorressem. Todo caso, ainda é um mistério o que de fato aconteceu.

3 – Barba assassina

@Wikimedia Commons

Parece um cenário improvável alguém morrer por causa de uma barba, certo? Errado: um bávaro da era renascentista foi literalmente vítima de sua “super barba”.

E sim, existem provas disso: a igreja de St. Stephan em Braunau am Inn, que fica no que hoje é a fronteira germano-austríaca, tem um memorial para o ex-prefeito da cidade que morreu em circunstâncias bizarras.

Hans Steininger o burgomestre da cidade durante a década de 1560 e era conhecido como “o homem da barba longa”.  Steininger, segundo relatos, nunca havia aparado sua barba na vida e ela chegava até os pés.

Entretanto, ao tentar fugir de um incêndio que eclodiu na cidade em 1567, ele tropeçou em sua barba prodigiosamente longa, quebrando o pescoço. A barba de 452 anos foi preservada para a posteridade no museu da cidade.

[Tourismus Braunau am Inn]

2 – Rir não é o melhor remédio

@Wikimedia Commons

Você já deve ter ouvido dizer que “rir é o melhor remédio”, certo? Bem, não para o aristocrata escocês Thomas Urquhart.

Ele foi um cortesão do século 17, que serviu tanto o rei Charles I como Charles II antes de enfrentar a prisão na Torre de Londres e, eventualmente, ser exilado para a Europa. Estima-se que o jovem escocês um pouco excêntrico teria morrido de “risadas excessivas” quando ouviu a notícia de que Carlos II havia recuperado o trono, em 1660.

Parece estranho, mas por incrível que pareça, histórias de morte por riso não são totalmente desconhecidas: há relatos de que o rei Martin de Aragão e o filósofo grego Chrysippus relataram ter morrido nessas condições.

 Acredita-se que, em tais casos, supondo que eles realmente tenham acontecido, o riso excessivo na verdade causou asfixia ou insuficiência cardíaca.

[Britannica]

1 – morto por um caixão

@The London Dead

Funerais já não são eventos felizes,  sendo algo ainda pior quando acaba em tragédia: em 1872 ocorreu um cortejo fúnebre que seguia para o Kensal Green Cemetery, em Londres. Os seis carregadores de caixões levavam o caixão por um caminho estreito e escorregadio por conta da chuva recente.

Os presentes da cerimônia pediram aos carregadores do caixão que se virassem para que o caixão se aproximasse de cabeça, da maneira costumeira. E Henry Taylor foi a vítima disso, sendo morto pelo próprio caixão que carregava, já que durante a manobra para a nova posição acabou escorregando, fazendo com que o caixão caísse sobre si e o esmagasse até a morte.

[The London Dead]

Bônus: A epidemia de dança que matou centenas de pessoas na França

Wikimedia

Tudo teve início com uma mulher conhecida como Frau Troffea. Certa vez, a ela começou a dançar na rua. As pessoas saíram de suas casas e ficaram boquiabertas, riram e aplaudiram. Então ela não parou. Ela “continuou a dançar, sem descansar, de manhã, à tarde e à noite durante seis dias inteiros.” Então seus vizinhos se juntaram. Em um mês, 400 pessoas estavam “dançando implacavelmente com ou sem música”. Até todos morrerem em meses de ataques cardíacos. Saiba mais sobre a Peste Dançante de 1518 em Estrasburgo.

Bizarro, não é mesmo? Agora conte pra gente nos comentários: qual dessas histórias mais te assustou? Estamos curiosos para saber!

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