5 coisas que aprendemos sobre a natureza humana recentemente

Dizer uma mentira nos torna propensos a continuar mentindo?
Em que período do ano os casais se divorciam mais?
Recentemente, pesquisadores exploraram questões como estas, nos proporcionando uma visão fascinante sobre a natureza humana. Aqui estão cinco das descobertas mais intrigantes sobre a natureza humana nos últimos tempos.

1. Cientistas descobrem os genes da socialização humana

Em um estudo publicado recentemente na revista Nature, pesquisadores identificaram alguns dos genes responsáveis pelo comportamento social. O estudo envolveu pessoas com síndrome de Williams, uma desordem genética que torna as pessoas hiper-sociáveis, e é causada pela falta de 25 genes no cromossomo 7.
“Fiquei fascinado sobre como um defeito genético – uma pequena anormalidade em um de nossos cromossomos – poderia fazer-nos mais amigáveis, compreensíveis e mais capazes de abraçar as nossas diferenças”, disse Alysson Muotri, co-autor sênior do estudo e professor associado de pediatria e de medicina celular e molecular na UC San Diego School of Medicine.

Os pesquisadores descobriram que alguns neurônios no cérebro das pessoas com síndrome de Williams tinham aumentado suas ramificações, o que pode explicar sua natureza gregária.
Muotri afirma que os pesquisadores ainda não sabem por que essa conectividade melhorada está relacionada à sociabilidade – e não inteligência ou memória.

2. Forçar um sorriso pode não fazer você se sentir melhor

Os cientistas podem finalmente ter refutado um marcante estudo realizado em 1988, que afirmava que fingir um sorriso poderia fazer as pessoas se sentirem mais felizes (ou, pelo menos, fazer com que elas vissem mais graça em desenhos animados). No trabalho publicado recentemente em revistas de ciência fisiológica, os pesquisadores reuniram dados de 1894 e não encontraram nenhuma evidência que corroborasse a chama hipótese facial-feedback. A hipótese facial-feedback sugere que os movimentos do corpo podem afetar o humor, e não apenas o contrário.

No entanto, Fritz Strack, fisiologista da Universidade de Würzburg, na Alemanha, e realizador do estudo de 1988, defende que os pesquisadores deste novo estudo alteraram dados do seu estudo original, e desacredita a replicação. “Não tenho certeza de que aprendemos algo a não ser que os efeitos não são tão fortes”, afirma Strack.

3. Mentiras podem produzir mais mentiras

Depois de contar uma mentira, seu cérebro pode se tornar suscetível à desonestidade, de acordo com um estudo publicado recentemente na revista Nature Neuroscience. No estudo, os pesquisadores pediram a 80 adultos para sugerir à outra pessoa a quantidade de dinheiro que havia em um frasco de vidro cheio de moedas de um centavo – e em vários ensaios foram incentivados a mentir. Por exemplo, os pesquisadores lhes prometeram uma recompensa maior se o parceiro superestimasse o número de moedas de um centavo no frasco.

Quando os pesquisadores analisaram a atividade cerebral dos participantes, eles observaram padrões que sugeriam que o cérebro é mais sensível ao comportamento desonesto quando isso traz uma vantagem pessoal.

“O estudo é a primeira evidência empírica de que o comportamento desonesto se agrava”, diz Neil Garrett, principal autor do estudo e pesquisador de psicologia experimental da Universidade College London. Ao longo do tempo, os participantes parecem mostrar “uma resposta emocional reduzida à atos de desonestidade”, completa Garrett.

4. O número de divórcios pode ser afeto pelo período do ano

Um estudo feito ao longo de 14 anos, mostrou que a taxa de divórcios no estado de Washington tem picos duas vezes por ano – em março e em agosto. Os pesquisadores que conduziram o estudo analisaram dados de 2001-2015, e especulam que esse padrão pode ser causado pelo fato de casais terem a esperança de poderem resolver seus problemas conjugais durante as férias de verão e inverno. Os resultados foram publicados em agosto de 2016.
“As pessoas tendem a encarar os feriados com aumento de expectativas, mesmo que tenham passado por decepções nos anos anteriores”, diz Julie Brines, socióloga da Universidade de Washington e co-autora do estudo.

Depois das férias, porém, as pessoas podem se desiludir, o que pode torná-las mais propensas ao divórcio. A razão para deixar para depois das férias? Os pesquisadores disseram que poderia ser porque os parceiros infelizes estão organizando suas finanças ou se preparando para o divórcio antes de entrar com o pedido.

5. Correr riscos pode ser contagioso

Comportamento de risco pode ser contagioso, mostrou um pequeno estudo publicado em março do ano passado. No estudo, 24 pessoas enfrentaram um cenário de jogo: Elas tinham 4 segundos para decidir se queriam receber US $ 10, 00 ou uma chance de conseguir ganhar uma quantia maior. Ocasionalmente os participantes foram convidados a observar outras pessoas recebendo a mesma proposta.

Os cientistas descobriram que, quando não estavam assistindo outras pessoas, a maioria dos participantes se comportou com cautela, escolhendo ficar com os US $ 10,00. Mas quando observavam os outros envolvidos em comportamento de risco, os participantes eram mais propensos a fazer a escolha mais arriscada.

“Nossos resultados resultados atuais indicam que quando um indivíduo tem a oportunidade de observar constantemente o comportamento de risco de outra pessoa, o próprio risco e preferências podem ser diretamente influenciados”, concluíram os pesquisadores.

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