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5 civilizações que desapareceram misteriosamente

Partidas sem deixar vestígios e desaparecimentos em massa são uma coisa muito real e bizarra, na qual grandes números de pessoas somem repentinamente e aparentemente por razão alguma.

 Às vezes, um avião cheio de passageiros voa pela noite e nunca mais é visto ou até mesmo um navio fantasma aparece flutuando na água sem absolutamente nenhum sinal de sua tripulação, enfim… parece absurdo, mas mesmo esses casos assustadores são pequenos em comparação com o desaparecimento de toda uma sociedade.

Civilizações inteiras já sumiram, como também cidades e impérios e os arqueólogos e pesquisadores de hoje em dia tentam refazer os passos de seus habitantes e reconstruir o que exatamente aconteceu para ver se podemos encontrar uma causa e, mais importante, uma maneira de impedir que isso aconteça nossas culturas hoje. Curiosamente, algumas das culturas desta lista tinham centenas de milhares de pessoas importantes antes de desaparecerem sem deixar vestígios. E aqui estão cinco delas:

5 – Nabateus

@Wikipedia

São chamados de semitas as pessoas que pertencem a um determinado grupo de línguas antigas, as quais incluem árabes, akaadianos, hebreus e outros. Um dessss grupos, no entanto, é era a cultura nabatéia, que existia desde pelo menos 312 a.C., e são mencionados como tendo sido atacados por os macedônios.

Este reino antigo e aparentemente esquecido atravessou os territórios da Síria, Arábia e Palestina, tornando-se bastante complexo. A escrita nabateana acabaria se desenvolvendo ao longo dos séculos para se tornar o árabe moderno, e foi apenas recentemente que pudemos refazer sua trajetória.

 Eles estabeleceram vastas rotas de comércio e se tornaram uma civilização extremamente avançada tecnologicamente, com grandes sistemas de água que os ajudaram a sobreviver ao clima árido da Arábia. Eles deixaram estruturas maciças que se alinhavam com corpos celestes como outras culturas antigas, prova de um gênio da engenharia entre essas pessoas. Perto do fim de sua história, eles eram fortes aliados do poderoso Império Romano, embora o imperador Trajano tenha anexado o reino de 105 a 106 d.C. Depois dessa era, nunca mais se ouviu falar dos Nabateus.

[Enciclopédia Britânica]

4 – Rapa Nui

@Wikipedia

Sem dúvida este é o mais famoso dos desaparecimentos culturais: o povo Rapa Nui consistia em habitantes originais da Ilha de Páscoa, que nos deixou as famosas estátuas que provavelmente já vimos. O povo polinésio habitava a ilha, que agora pertence ao Chile, embora esteja a 3.500 quilômetros do país.

Devido ao seu afastamento absoluto, os Rapa Nui supostamente desapareceram devido à fome ocasionada pelo uso excessivo de recursos, que gerou a escassez. A destruição do ecossistema da Ilha Páscoa por ratos também foi apontada como a culpada, de forma que também acredita-se que os Rapa Nui viajaram para outra ilha remota, a milhares de quilômetros de distância, para iniciar um novo assentamento.

Não se sabe exatamente como eles desapareceram, mas a verdade pode muito bem ser uma combinação das muitas explicações propostas.

[Science Daily]

3 – Minóicos

@Wikipedia

Vindo da ilha grega de Creta, os minóicos eram uma antiga civilização da Idade do Bronze que existiu entre 3000 e 1000 a.C., muito antes da Idade de Ouro de Atenas e de Alexandre, o Grande.

Os minóicos foram precursores dos gregos da conhecida Grécia Antiga, tão famosa em nossos livros de história. Eles também eram uma cultura pagã, sendo que praticavam sacrifícios de animais, queimando oferendas, tinham muitos cultos matizados e realizavam festivais selvagens e orgiásticos de música e dança.

Há menções dos minoicos nos hieróglifos egípcios, o que significa que os minóicos definitivamente circulavam no mundo antigo, e tinham tecnologias de alto valor para a época.

Teorias sugerem que eles foram dizimados por uma erupção vulcânica nas ilhas de Santorini, perto de Creta. Heródoto, o famoso historiador grego, escreve que eles foram derrubados por pragas e doenças, mas simplesmente não há como dizer, já que Heródoto escreveu muitos séculos depois que os povos desta ilha haviam desaparecido.

[History Wiz]

2 – Anasazi

@Wikipedia

A cultura Anasazi do sudoeste da América do Norte deixou para trás muitas estruturas e artefatos a serem encontrados antes de desaparecerem. Estima-se que o clima brutal do coração do Sudoeste ou a mudança climática que tornou as condições inabitáveis, dificultando o acesso à água.

Estruturas maciças foram construídas em penhascos e foram deixadas totalmente abandonadas, tendo sido encontradas em condições relativamente primitivas.  Essas estruturas eram perfeitamente úteis quando a guerra ia eclodir, já que os Anasazi podiam subir nessas estruturas, levantar as escadas e ficar muitos andares acima das tribos invasoras, podendo incendiar seus inimigos impunemente.

Muitas tribos nativo-americanas, assim como alguns estudiosos, afirmam que os anasazis nunca realmente desapareceram; eles apenas alcançaram a massa crítica de tamanho que uma sociedade pode se tornar antes de inevitavelmente se dividir em facções menores e se tornar novos grupos de pessoas – muito parecido com a Roma antiga. Eles acreditam que certas tribos hoje que sobrevivem são descendentes diretos do povo anasazi.

[Cliff Wellings Museum]

1 – Olmecas

@Wikipedia

Os olmecas foram a primeira grande civilização mesoamericana e sua cultura era tão rica quanto bizarra e incomum.

Eles nos deixaram muitas estruturas e artefatos que existem hoje, e sua proeminência durou de 1200 a 400 a.C., com uma sociedade baseada em práticas religiosas sagradas para as quais eles construíram templos semelhantes a pirâmides. Assim como o povo polinésio da ilha de Páscoa, eles também esculpiram cabeças de pedra maciças, algumas delas até mesmo com 3 metros e 8 toneladas.

Muito dessa cultura que viveu foi perdida no tempo, e nós nem sabemos realmente como eles se chamavam ou muito sobre sua língua. “Olmeca” é um termo que os astecas tinham para se referir a eles séculos depois de seu desaparecimento, que se traduz aproximadamente como “pessoas de borracha”.

Ainda mais interessante é o fato de que nem um único traço de quem viveu ali permanece – nem mesmo os ossos. Somente temos os artefatos.

[Ancient History Encyclopedia]

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