14 coisas que poderiam lhe render uma condenação por bruxaria em 1692

Em 1692, na cidade de Salem, Massachusetts, ocorreu um dos episódios mais terríveis da história antiga dos Estados Unidos, que ficou marcado como o último julgamento envolvendo as chamadas “bruxas”.

De forma semelhante com o que aconteceu durante toda a Inquisição, os motivos para que uma mulher fosse considerada bruxa na ocasião eram totalmente esdrúxulos, subjetivos e arbitrários, de forma que hoje em dia muito provavelmente você ou alguém próximo a você certamente seria considerado praticante de bruxaria também.

Confira, nesta lista, algumas coisas que podiam lhe condenar em 1692:

1. Ter poucos filhos durante o casamento.

Se naquela época você tivesse uma família com poucos filhos, isso poderia levantar grandes suspeitas para você. As viúvas que viviam sozinhas também era extremamente visadas.

2. Não ser independente financeiramente.

Existem vários relatos da época que dão conta de pessoas que eram perseguidas por dependerem demais de seus vizinhos para comer ou para manter suas próprias casas. Ter um nível social muito baixo e não possuir dinheiro para se autossustentar era motivo suficiente para gerar inimizades ao seu redor, e isso na época bastava para que alguém lhe denunciasse de bruxaria.

3. Ser muito atraente.

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Se um homem casado, por exemplo, se apaixonasse por você de forma não correspondida, ele poderia lhe denunciar por tê-lo enfeitiçado. E acredite, não era nada fácil escapar de uma acusação de bruxaria naquela época, principalmente se você tivesse qualquer outro “indício” contra você.

4. Possuir marcas de nascença pelo corpo.

Qualquer tipo de marca de nascença que fugisse da “normalidade” poderia lhe fazer responder por acusações de bruxaria. Muitas mulheres eram acusadas por conta de suas sardas, mamilos extras, e até lesões na pele. Em vários casos, essas marcas eram chamadas de “marcas da besta”.

5. Ter uma personalidade forte.

Enquanto os homens eram inclusive encorajados a ter personalidades fortes, serem brigões e defender a honra a qualquer custo, as mulheres que agiam de forma semelhante eram vistas como anormais, influenciadas por algum tipo de “força maligna”. Por isso, se uma mulher não levasse desaforos para casa naquela época, ela podia se complicar bastante.

6. Manter relações sexuais fora do casamento.

Bem, não é nenhuma novidade que no passado as pessoas realmente se preocupavam demais com a vida sexual dos outros (não que hoje em dia também não se preocupem). No entanto, em 1692, você podia inclusive ser punida com a morte caso vivesse sua vida de forma “promíscua” para os padrões da época, tendo relações sexuais fora do casamento, ou casando-se mais de uma vez.

7. Se reunir entre mulheres.

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As reuniões envolvendo duas ou mais mulheres não eram bem vistas na época. Para que um grupo de mulheres pudesse realizar reuniões em público, era necessário que um homem estivesse presente também, caso contrário o encontro poderia ser visto como algum tipo de “adoração” ao mal.

8. Entender algo sobre medicina e tratamentos médicos.

Em alguns casos, pessoas que tivessem algum conhecimento sobre métodos medicinais e tratamentos médicos podiam também ser acusadas. Apesar de muitas supostas “bruxas” terem curado muitas pessoas a partir do uso de ervas medicinais e outras técnicas, bastava algum tipo de desentendimento com alguém para que todo esse conhecimento se voltasse contra você.

9. Ser mulher

Bem, esta era uma das principais condições para que uma pessoa fosse considerada uma bruxa. Por preconceito e pura arbitrariedade, muitas pessoas associavam a natureza feminina com o pecado, e das 19 pessoas enforcada em Salem, 14 eram mulheres.

10. Por qualquer motivo, causar inveja a alguém.

Caso você não tenha entendido ainda, você podia ser acusado de bruxaria por qualquer pessoa que tivesse algum tipo de desafeto com você. E já que os “indícios” de bruxaria eram totalmente arbitrários, não difícil encontrar algo incriminatório, quando essa era a intenção dos detentores do poder. Portanto esbanjar riquezas, possuir muitas terras ou dar qualquer outro motivo para que as pessoas tivessem inveja de você podia ser suficiente para lhe enforcarem.

11. Possuir relações com alguém condenado por bruxaria.

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Muitas vezes, ter a amizade “errada” podia lhe custar a cabeça durante os julgamentos de Salem. Em alguns casos, as acusadas eram condenadas apenas por ter relação com pessoas já condenadas.

12. Ser um cachorro.

relatos de um caso, ocorrido em outubro de 1692, em que um cão foi brutalmente assassinado depois de uma mulher ter afirmado que o animal, que pertencia a sua vizinha, havia tentado (sabe-se lá como) enfeitiçá-la.

13. Ser vizinho de um casal que está tendo dificuldades em ter filhos

Se seus vizinhos não estavam conseguindo ter filhos, eles podiam lhe acusar de estar roubando seus futuros filhos por meio de bruxaria, mesmo que você não tivesse absolutamente nada a ver com isso. E como tudo dependia da própria arbitrariedade dos julgadores, provar inocência não era nada fácil.

14. Ter uma idade avançada.

Apenas o fato de ser idosa naquela época talvez não fosse suficiente para lhe incriminar como bruxa, mas com certeza este era um fator que, somado a outros, podia complicar bastante suas chances de provar inocência. Não é a toa que a maior parte das “bruxas” que vemos na literatura e nos contos de fada possuem já uma certa idade.

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