12+ fotos históricas que vão lhe emocionar – por felicidade ou tristeza

Se não fosse pelas fotografias históricas, certamente saberíamos muito pouco sobre o nosso passado. Ainda bem que os fotógrafos nos garantiram belas imagens, que nos permitem viajar ao passado e ficar sabendo de alguns detalhes de como realmente aconteceram algumas coisas.

Nessa lista, você vai conferir algumas imagens históricas que chamam muita atenção, seja por motivos alegres ou tristes.

Confira:

Imperador Nicolás II, da Rússia, rei Eduardo VII e a Imperatriz Alexandra.

© Album Online / EAST NEWS

Não é segredo que a maioria das famílias reais da Europa tinham relações entre elas. É por isso que nesta foto você pode ver não apenas a realeza européia, mas também uma família: a rainha Vitória era a avó de Alexandra e Eduardo VII era o tio de Nicolau II.

Se esta foto tivesse sido tirada hoje, provavelmente teria se transformado em um meme, olhe para o rosto cômico da pequena princesa Olga. As crianças ainda são crianças, mesmo que tenham nascido na família de um monarca.

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Outro detalhe interessante é o uniforme de Nicolau II. Se você acompanha a vida da família real britânica, você já sabe que o príncipe Harry apareceu com um uniforme similar em seu casamento. Acontece que os parentes dos monarcas britânicos eram frequentemente chefes de regimentos estrangeiros, de modo que Nicolau II, como chefe do Regimento Real da Escócia (Regimento Real dos Dragões Escoceses), tinha o direito de usar seu uniforme de gala.

Mademoiselle Decourcelle, a primeira mulher taxista em Paris, 1909

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Mademoiselle Decourcelle não apenas dirigia um táxi, mas também possuía uma licença para transportar passageiros com a ajuda de cavalos. Ela deve ter superado muitos obstáculos para conseguir o que queria. Hoje em dia ninguém ficaria surpreso ao ver uma mulher dirigindo um Uber, mas naquela época as mulheres literalmente tinham que lutar pelo seu direito de escolher livremente o que fariam de suas vidas.

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Além disso, pense que em 1909 as mulheres já estavam dirigindo carros na Europa, enquanto em outras partes do mundo esse direito foi alcançado apenas 100 anos depois.

Mulheres presas na praia de Nova Jersey por usarem “trajes de banho indecentes”, em 1920.

© AKG Images / EAST NEWS

Ao que tudo indica, a polícia nos EUA não tinha tanto trabalho assim em 1920. Isso porque, além de prender criminosos, eles os agentes também prendiam as mulheres que usavam trajes de banho supostamente “indecentes”.

Mãe imigrante, 1936.

© Album Online / EAST NEWS

Esta famosa fotografia da fotojornalista Dorothea Lange deu a ela a fama mundial, mas, infelizmente, a mulher na foto não ganhou nada. Esta mulher se chamava Florence Owens Thompson, e aos 32 anos (a idade que tinha na época da foto) ela era mãe de 10 filhos. Depois que a foto de Florence se tornou uma sensação, o acampamento de imigrantes recebeu várias doações, mas infelizmente ela já não estava mais por lá naquela época.

© AKG Images / EAST NEWS

Mas não fique triste. Florence não apenas sobreviveu à Grande Depressão, como também conseguiu criar todos os seus filhos. A mulher aceitava absolutamente qualquer trabalho e, como lembram seus filhos, ela podia estar quase sempre com fome, mas nunca deixava de alimentar seus filhos. Florence viveu até os 80 anos de idade, e se transformou em um exemplo da força de vontade materna.

Ella Fitzgerald e Marilyn Monroe, 1954.

© ASSOCIATED PRESS / East News

Mesmo quase 60 anos após a morte de Marilyn, muitos ainda falam mal desta mulher (você pode imaginar como ela foi invejada durante sua vida?), atribuindo a ela uma suposta ‘estupidez’ e ‘deboche’. Monroe definitivamente não era esnobe, e sua vida pessoal era provavelmente muito mais modesta do que a da maioria das pessoas modernas.

E aqui está outro fato conhecido por poucos: Marilyn não tolerava o racismo e a discriminação, que nos anos 50 ainda era bastante comum. Ele persuadiu o dono da boate Mocambo, em Los Angeles, a dar a Fitzgerald a oportunidade de se apresentar e, em troca, prometeu aparecer lá todas as noites. E ela cumpriu sua promessa.

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Como lembrava Ella Fitzgerald, isso chamou a atenção da imprensa e desde então ela nunca mais precisou cantar em pequenos clubes de jazz. A cantora disse: “Eu devo muito a Marilyn… Ela era uma mulher incomum, à frente de seu tempo, mas eu não sabia”.

Abebe Bikila, atleta da Etiópia, ganha a maratona olímpica, mesmo correndo sem sapatos.

© AFP / East News

Abebe Bikila foi incluído na equipe olímpica etíope no último minuto, já que o outro participante estava lesionado. Inicialmente, Abebe não planejava correr descalço, os sapatos eram entregues aos participantes pela Adidas, mas entre todas as opções de sapatos (eram muito poucos), nenhum coube em seu pé. Portanto, algumas horas antes do início da corrida, Abeba Bikila decidiu correr descalço e não apenas venceu, como também estabeleceu um recorde olímpico.

Detenção de David Bowie, 1976.

© Eyevine / East News

Se alguém realizasse um concurso pra decidir qual é a fotografia mais bonita de um preso, David Bowie teria tudo para ganhar. Muitos músicas tiveram problemas com a lei durante a juventude, e Bowie não foi exceção. No entanto, sua detenção durou pouco tempo, apenas algumas horas, mas a foto desta ocasião ficou para sempre na história.

Papa João Paulo II fala com o criminoso que quase o matou, 1983

© BOCCON-GIBOD / Sipa / East News

Em 13 de maio de 1981, João Paulo II quase perdeu a vida. Ele foi atacado por Mehmet Ali Agca, um membro do grupo turco “Grey Wolves”. Ele feriu gravemente João Paulo II no estômago e foi preso imediatamente. Mas, recuperando-se de suas feridas, o papa perdoou seu agressor e, em 1983, visitou-o na prisão, onde falaram em particular.

Não se sabe qual foi a conversa entre o pontífice e o criminoso. Depois daquele encontro, João Paulo II disse apenas: “O que estamos falando continuará sendo nosso segredo. Falei com ele como com um irmão a quem perdoo e que tem toda a minha confiança”.

Audrey Hepburn com uma garota etíope, 1988

© ASSOCIATED PRESS / East News

Muitos de nós lembramos de Audrey Hepburn como uma excelente atriz e uma mulher elegante, mas nem todos sabem que ela também era uma embaixadora especial da UNICEF. Audrey assumiu esta posição logo após sua última aparição no cinema, e dedicou o resto de sua vida a melhorar o destino das crianças nos países mais pobres.

Na Etiópia, ajudou 500 órfãos, participou da campanha de imunização na Turquia e na América do Sul, além de construir escolas e fornecer água para aldeias nas montanhas. A última viagem de Hepburn ocorreu 4 meses antes de sua morte por câncer em 1992.

Por seu trabalho humanitário de destaque, Audrey Hepburn recebeu após a morte a Medalha Presidencial da Liberdade e o Prêmio Humanitário Jean Hersholt.

Festival Internacional de Rock em Moscou, 1989

© Wojtek Laski / East News

O Moscow Music Peace Festival (Festival Internacional da Paz de Moscou) tornou-se o primeiro festival de rock da URSS. Parecia anunciar as mudanças que estavam por vir e foi nomeado “o Woodstock da Rússia”, devido ao grande número de espectadores. Mas, ao contrário de Woodstock, o objetivo deste festival era levantar fundos para o tratamento de viciados em drogas.

© Wojtek Laski / East News

O festival contou com a presença de grupos como Bon Jovi, Mötley Crüe, Ozzy Osbourne, Cinderela, Skid Row e Gorky Park. A banda Scorpions até escreveu uma música depois do evento: ‘Wind of Change’.

Kurt Cobain com sua família na cerimônia de premiação da MTV de 1993

© LFI / Photoshot / REPORTER / East News

Infelizmente, hoje muitas pessoas se lembram de Kurt Cobain apenas por causa do sucesso do Nirvana, “Smells Like Teen Spirit”, e do fato de que o músico tinha problemas com drogas. Mas poucas pessoas sabem que ele apoiou as mulheres em sua luta por seus direitos, admirou a maternidade e defendeu as minorias.

“Se algum de vocês odeia homossexuais, pessoas de outra cor ou mulheres, faça-nos um favor: deixe-nos em paz. Não venha aos nossos shows e não compre nossos discos”, dizia um de seus álbuns.

Um mar de flores em frente ao Palácio de Kensington, 1997

© Photoshot/REPORTER/East News

Você provavelmente já adivinhou porque o Palácio de Kensington em 1997 foi cercado por flores. E a razão, infelizmente, foi muito triste: a morte de Lady Diana, talvez a mais amada princesa e a “mais popular” da história da monarquia britânica, tanto durante sua vida como após sua morte.

Bônus: “Cavaleiro Negro na órbita da Terra em 1998”.

© NASA

Esta foto arrepiante da NASA é real, embora possa ilustrar algumas lendas urbanas sobre satélites espiões extraterrestres. Aliás, há pessoas que acreditam que esse objeto estranho emitiu sinais misteriosos e supostamente se moveu contra as leis da física.

Mas, na verdade, tudo é muito mais simples: o “Cavaleiro Negro” nada mais era do que o lixo espacial, uma peça de revestimento resistente ao calor que foi perdida pela tripulação do ônibus espacial Endeavour durante sua permanência no espaço. Então, se você já viu essa foto antes e considerou uma farsa, agora você sabe a sua verdadeira história.

via BrightSide.

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