11 conclusões de um dos estudos mais completos sobre os efeitos da maconha

Um relatório lançado ontem (13), pela National Academies of Sciences, Engineering and Medicine dos Estados Unidos mostrou uma das mais detalhadas visões do que a comunidade científica conhece acerca da maconha.

A comissão por trás desse relatório, representando as melhores universidades ao redor dos Estados Unidos, considerou mais de 10.000 estudos para análise, de onde conseguiram tirar cerca de 100 conclusões.

Em grande parte, o relatório revela o quanto ainda temos que aprender acerca da maconha e dos efeitos em que ela pode causar em um indivíduo.

Confira algumas das conclusões mais impressionantes:
1. Existe uma evidência conclusiva de que os canabinoides encontrados na maconha podem ser um tratamento efetivo para dores crônicas, que é a busca mais comum para a utilização da maconha medicinal, de acordo com o relatório;
2. Os autores encontraram evidência de que a maconha aumenta o risco de acidentes no trânsito;
3. Além disso, encontraram evidências de que em estados americanos em que há acesso legal à maconha, as crianças estavam mais propensas a consumir, acidentalmente, maconha – o risco, em si, é pequeno, visto que a ingestão acidental, anteriormente à legalização era de 1,2 para cada 100.000 pessoas contra 2,3 para 100.000 pessoas 2 anos depois da legalização;
4. Talvez surpreendentemente, os autores achavam certa evidência de que a maconha não está conectada com o aumento do risco de câncer de pulmão ou de cânceres de cabeça e pescoço associados com a prática de fumar;
5. As ideias acerca da relação entre a saúde cardíaca e a maconha ficaram menos claras. Não há evidência para suportar ou refutar a ideia de que a maconha possa aumentar o risco de ataques cardíacos;
6. Há certa evidência de que os fumantes regulares de maconha estão mais propensos a apresentar bronquite crônica e que parar de fumar possa melhorar essa condição. Contudo, não há evidências para dizer que a maconha possa ou não aumentar o risco de Asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica;
7. Há evidências escassas de que fumar maconha possa ser uma atividade anti-inflamatória;
8. Evidências sugerem uma relação entre exposição pré-natal de maconha – ou seja, quando a grávida usa maconha – e menor peso do bebê ao nascer, e poucas evidências sugerem que isso possa aumentar complicações na gravidez e aumentar o tempo de cuidados intensivos neonatais;
9. Em termos de saúde mental, evidências mostram um aumento no risco de desenvolver esquizofrenia nos usuários frequentes, além de evidências moderadas de que o uso de maconha está conectado a um pequeno aumento no risco de desenvolver depressão e de desenvolver transtorno e ansiedade social;
10. Evidências limitadas mostraram uma conexão entre o uso de maconha e o prejuízo nas conquistas acadêmicas;
11. Umas das mais interessantes e, talvez, a mais importante conclusão do relatório é de que se necessita de mais pesquisas sobre a maconha e seus usos. Além disso, reitera-se de que, na maioria dos casos, dizer que a maconha está conectada com o aumento de algo não significa que a maconha de fato tenha causado o aumento.

Leia o relatório original aqui.

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