10 fatos pouco conhecidos sobre o Titanic

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O acidente envolvendo o Titanic é uma das histórias mais famosas de naufrágios de todos os tempos. Principalmente após o premiado filme de 1997, que contou de forma romântica e emocionante os ocorridos na noite do acidente com o iceberg, não há quem não conheça o navio que, em 1912, conheceu o seu triste destino.

Mas existem muitas coisas que as pessoas não conhecem sobre o Titanic, e algumas delas certamente vão lhe surpreender. Nessa lista, você vai ficar por dentro de algumas curiosidades que poucas pessoas conhecem sobre esta história.

Confira:

1. Incêndio.

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Bem antes do navio conhecer seu triste destino ao se chocar contra o iceberg, as coisas já não iam muito bem. De acordo com as análises periciais realizadas pelos ingleses após o acidente, ficou constatado que havia fogo no depósito de carvão do Titanic. Um dos sobreviventes do naufrágio disse que havia conversas no navio de que os depósitos precisariam ser esvaziados assim que os passageiros fossem deixados em Nova Iorque, e que os bombeiros deveriam ser chamados para conter as chamas. Isso não chegou a ser necessário, já que o navio acabou inundando antes de chegar na cidade.

2. O clima não era desfavorável.

Antes de qualquer navio partir em uma viagem, os responsáveis costumam tomar todos os cuidados necessários em relação às condições climáticas. Navegar durante uma tempestade, por exemplo, pode colocar todos em risco.

Ainda que muitos acreditem que o Titanic precisou enfrentar ondas violentas, chuvas fortes e nevoeiro, na verdade nada disso aconteceu. O clima era perfeito no dia do acidente, e de acordo com alguns meteorologistas isso pode ter afetado negativamente a visibilidade do iceberg. Ainda que não houvesse neblina capaz de obscurecer a visão do iceberg, a ausência de vento e ondas fez com que os plânctons, comuns ao redor de formações desse tipo, permanecessem invisíveis. Em outras condições, quando há perturbação na água, os plânctons brilham, o que poderia ter sido crucial para que os tripulantes do Titanic tivessem percebido o iceberg a uma distância segura.

3. O capitão falhou em seu teste de navegação.

Desde o fatídico dia do acidente, vários mitos surgiram envolvendo o capitão Edward John Smith. Alguns dizem que ele teve participação heroica, salvando a vida de uma criança antes de desaparecer no oceano. No entanto, a verdade não é tão bonita assim.

Registros da época mostram que o Capitão Smith ignorou uma série de avisos sobre presença de gelo na água, bem como permitiu que os botes salva-vidas partissem com capacidade bem abaixo da máxima. Para se ter uma ideia, o primeiro bote partiu com 27 passageiros, quando tinha capacidade para até 65 pessoas.

Pior que isso tudo, em 2012 foi revelado que Smith na verdade não foi aprovado em seus testes de navegação na primeira vez em que prestou o exame, tendo que repeti-lo em uma segunda oportunidade.

4. A curiosa previsão de William T. Stead.

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Willaim Stead era um famoso jornalista em 1886, quando escreveu uma história fictícia sobre um navio que afundava no Atlântico. Na sua história de ficção, os passageiros morriam afogados devido à falta de botes salva-vidas na embarcação. O objetivo da sua história era criticar as leis de navegação da época, que não exigiam que os navios carregassem muitos botes.

Em 1892, curiosamente, Stead voltou a falar sobre este assunto, desta vez com outra história fictícia que tratava sobre um navio chamado ‘Majestic’, da White Star Line. Na história, o navio se chocava em um iceberg, causando um grande desastre.

Duas décadas mais tarde, Stead esteve entre os passageiros que perderam a vida no acidente do Titanic, que ironicamente carregava botes salva-vidas suficientes para abrigar apenas metade dos passageiros.

5. O passageiro japonês.

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Masabumi Hosono era o único passageiro com nome japonês no Titanic, e ele esteve na Europa estudando trens e ferrovias. Quando o navio começou a afundar, ele foi para o deck principal, mas percebeu que seria muito difícil sobreviver, ja que a política de ocupação dos botes era de “mulheres e crianças primeiro”.

Mesmo assim ele conseguiu pular junto com um outro homem em um dos botes. Infelizmente para ele, o que viria depois seria longe de uma vida em paz.

Quando chegou ao Japão, Hosono percebeu que sua reputação não era nada boa, já que na época o país valorizava muito mais um homem que sofria uma morte honorável do que alguém que sobreviveu de forma “vergonhosa”. O rapaz chegou a perder o cargo público que ocupava na época, mas mais tarde conseguiu recuperá-lo, ainda que tenha seguido sendo ridicularizado por grande parte da sociedade japonesa da época.

6. O verdadeiro colar do Titanic.

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No filme de 1997, o colar intitulado ‘Coração do Oceano’ recebeu todo um significado e uma história fictícia, para agregar emoção à obra cinematográfica. No entanto, o pingente não foi totalmente inventado.

A passageira Kate Florence Philips recebeu um colar de safira como presente de seu amante, Henry Morley. A peça, de acordo com o que se conta, era extremamente cara e valiosa. Morley era dono de uma confeitaria, e possuía uma riqueza invejável para a época. Depois de conhecer Kate, de apenas 19 anos, o homem decidiu que deixaria sua esposa e sua filha para trás para viver ao lado da garota após a viagem no Titanic. Kate conseguiu sobreviver, sendo carregada pelo último bote. Morley, no entanto, não teve a mesma sorte.

Mas a paixão dos dois resultou no nascimento de Ellen, nove meses após o acidente. Em 1989, a filha de Kate e Morley participou de um artigo em um jornal inglês, onde se emocionou ao receber pela primeira vez uma foto de seu pai. Na ocasião, Ellen, já com 76 anos de idade, revelou que o colar de Kate ainda está com ela, bem como uma chave pertencente a uma das cabines do Titanic.

7. Teorias e hipóteses.

Todos sabem que o Titanic afundou por conta dos danos causados pelo Iceberg, mas a grande dúvida sempre foi por que os tripulantes foram incapazes de desviar da formação de gelo. As investigações inglesas realizadas logo após o acidente revelaram que o navio estava viajando a uma velocidade acima da indicada, e que se ele estivesse um pouco mais devagar, talvez os danos fossem menores.

No entanto, em 2010, a autora Louise Patton, neta do segundo oficial Charles Lightoller, que estava no Titanic, sugeriu algo diferente. Para Patton, o timoneiro Robert Hitchins poderia ter salvo os passageiros caso não tivesse entrado em pânico naquela noite, virando o navio para o lado errado. A autora sugeriu também que seu avô encobriu os erros de Hitchins, para não estragar a reputação de todos os tripulantes e da White Star Line como um todo.

Outros especialistas sugerem ainda que um fenômeno conhecido como superlua pode ter uma parcela de culpa no acidente. De acordo com dois astrônomos da Universidade do Texas, que estudaram o assunto, uma superlua ocorreu em 1912, o que pode ter contribuído para a formação de diversos icebergs no oceano, armando o cenário para o desastre.

8. Costa Concordia e suas similaridades com o Titanic.

Após o desastre envolvendo o navio italiano Costa Concordia, em 2012, muitos traçaram paralelos entre este acidente e aquele envolvendo o Titanic, exatamente um século antes. Além da coincidência dos 100 anos, alguns sobreviventes dizem que a famosa música de Celine Dion, tema do filme do Titanic, estava tocando na sala de jantar quando o Costa Concordia atingiu as rochas. Outros ainda dizem que houve uma curiosidade durante o ritual de “batismo” do navio. A garrafa de champagne utilizada na ocasião não quebrou da forma como deveria, algo que de acordo com algumas lendas também teria acontecido com o Titanic. Mas na verdade, o Titanic nem sequer teve um ritual de batismo.

Fato é que o Costa Concordia, assim como o Titanic, navegava a uma velocidade longe daquela considerada segura, o que certamente contribuiu para a gravidade do acidente.

9. Elizabeth Shutes.

No filme de 1997, alguns passageiros do navio relatam sentir o “cheiro do gelo”. Isso aconteceu de verdade com a passageira Elizabeth Shutes, que na noite do acidente mal conseguiu dormir por conta do cheiro que estava sentindo, que fazia recordar uma viagem que ela fez para uma caverna de gelo.

Uma das sobreviventes do acidente, Elizabeth posteriormente contou ficou sabendo do iceberg depois que uma amiga bateu na sua porta dizendo que havia visto uma grande formação de gelo passando ao lado do navio pela janela, e que ela tinha certeza que a embarcação havia batido. Quando subiram para o deck superior, Elizabeth percebeu a gravidade da situação.

De acordo com os relatos da mulher após o resgate, o bote salva-vidas em que ela foi carregada levava apenas 36 pessoas, o que representava apenas metade da sua capacidade.

10. Ilusões de ótica.

Os tripulantes do Titanic emitiram uma série de alertas e sinais de socorros enquanto o navio afundava. O navio ‘Californian’, que passava pelas redondezas, ignorou todos os alertas. O capitão do navio americano chegou a ser demitido após o incidente, sob alegações de que teria intencionalmente ignorado os foguetes e sinais luminosos emitidos pelo navio que afundava.

No entanto, pesquisas recentes apontam que pode haver uma explicação para o fato dos sinais terem sido ignorados: a refração da luz.

Como o Titanic navegava por uma região onde camadas de ar frio passavam por baixo de uma área de ar quente, os sinais podem ter sido confundidos com as miragens causadas pela refração da luz nessas condições. De acordo com o historiador Tim Maltin, capitães de outros navios que passaram por aquela região naquela noite avistaram uma série de miragens, o que significa que o capitão do Californian talvez não tenha tido culpa nenhuma.

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