10 fatos sobre a terrível forma humana da Doença da Vaca Louca

A variante Creutzfeldt-Jakob (vCJD) é uma doença extremamente terrível, bem como muito rara, que é adquirida após o consumo de carne bovina afetada com a chamada “Doença da Vaca Louca”.

A condição causa uma rápida degeneração do cérebro humano, e pode levar à morte em pouco tempo.

Confira, nessa lista, alguns fatos sobre esta condição terrível e raríssima, que pouco a pouco vem obrigando os governos do mundo inteiro a tomar certas precauções.

1. Trata-se de uma doença neurodegenerativa, considerada como uma Encefalopatia Espongiforme Transmissível.

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A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) recebe esta classificação por ser transmissível e causar alterações espongiformes no cérebro dos indivíduos afetados, conforme explica o Ministério da Saúde. Trata-se, infelizmente, de uma condição que evolui muito rapidamente, e é praticamente impossível evitar a morte do infectado.

2. A infecção não é causada por um vírus, mas por um PRÍON.

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A infecção que leva à Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é causada por uma partícula conhecida como “PRÍON”, menor que um vírus, porém resistente a diversos processos químicos.

3. Ainda não se sabe muito sobre a transmissão da doença.

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Não existem muitas evidências que indiquem que a Doença de Creutzfeldt-Jakob possa ser transmitida pelo contato social entre as pessoas. No entanto, existe um caso registrado pelo Ministério da Saúde da Grã-Bretanha de uma pessoa no Reino Unido que contraiu a doença após receber sangue de um doador infectado. De acordo com os médicos, o doador não apresentava os sintomas da enfermidade.

O que se sabe, no entanto, é que a variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) pode ser adquirida a partir do consumo de produtos bovinos que estejam infectados com a Encefalite Espongiforme Bovina (EEB)

4. Os sintomas são realmente assustadores.

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A DCJ costuma ter como sintomas iniciais a perda de memória, confusão mental e tremores – que acabam levando a distúrbios de linguagem, falta de coordenação motora e até mesmo perda da capacidade visual. Ataques epiléticos, paralisia e enrijecimentos musculares são comuns.

5. A DCJ acabou por criar uma nova doença.

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Há algum tempo os cientistas conhecem uma doença chamada “Kuru”, que atinge principalmente certas tribos que vivem na Papua Nova Guiné, em especial aquelas que praticam (ou praticavam) o ato de comer o cérebro de seus entes queridos após a morte, como um sinal de “respeito”.

Mesmo que essa prática tenha (felizmente) caído em desuso a partir dos anos 60, muitos casos de Kuru apareceram depois disso. Esta doença possui várias semelhanças com a vCJD, e também é causada por um PRÍON. Os cientistas acreditam que o consumo do cérebro de um ser humano com cCJD tenha dado início a essa “mutação” na doença.

6. Infelizmente, não há nenhum tratamento.

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Por mais que com o tempo tenham surgido várias opções de terapias, ainda não existe nenhum tratamento eficaz para a Doença de Creutzfeldt-Jakob, e a vítima normalmente falece dentro de pouco mais de um ano.

Existem alguns casos que trazem um pouco de esperança, no entanto. Em um caso, um paciente de 22 anos foi tratado com um medicamento chamado ‘pentosano polissulfato’, que age diminuindo a destruição das células cerebrais. Com esta intervenção, o garoto foi capaz de sobreviver por 51 meses com a doença.

7. O diagnóstico exato normalmente vem apenas após a morte.

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Após a aparição dos sintomas, os primeiros passos tomados pelos médicos é a realização de exames para eliminar a possibilidade de outras doenças de ordem psiquiátrica e mental. No entanto, a única forma de realmente “bater o martelo” quanto à presença da vCJD é com uma biópsia, ou autópsia.

No entanto, a biópsia no cérebro pode ser extremamente perigosa para o paciente, e em muitos casos não é recomendada pelos médicos.

Por isso, muitas vezes a certeza de que o paciente realmente lidava com a vCJD vem apenas após a morte.

8. A doença é extremamente rara.

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Até o momento, foram registrados apenas 231 casos de vCJD após a sua identificação em 1996. Destes, a grande maioria ocorreu no Reino Unido, onde também foi o epicentro da chamada “Doença da Vaca Louca”.

9. Ela já está se espalhando pelo mundo.

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Apesar da maioria dos casos ter ocorrido no Reino Unido, já existem registros de 49 casos em países diferentes.

França, Espanha, Irlanda, Holanda, Itália, Portugal, Canadá, Japão, Arábia Saudita e Taiwan estão entre os países que já tiveram casos da doença.

10. Felizmente, a conscientização também está aumentando.

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No Reino Unido, onde estão os maiores casos da doença, as entidades de saúde já tomam mais cuidado com a qualidade da carne bovina que chega às prateleiras dos supermercados, além de manter rotinas de exames e procedimentos que visam a evitar o crescimento dos casos.

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