10 civilizações que desapareceram misteriosamente

Por mais estranho do que possa parecer, partidas sem deixar vestígios e desaparecimentos em massa são algo tão comum quanto bizarro na história humana: numerosos grupos de pessoas acabaram sumindo repentinamente e, aparentemente, por razão alguma…

Às vezes ouvimos falar sobre aviões cheios de passageiros em um voo noturno que, do nada, desaparece ou até mesmo sobre o surgimento de navios fantasmas nos locais mais improváveis do planeta, sem nenhum sinal de sua tripulação, enfim… pode parecer absurdo, mas mesmo esses casos assustadores são pequenos em comparação com o desaparecimento de uma sociedade inteira.

Civilizações inteiras já sumiram, como também suas cidades e impérios. Arqueólogos e pesquisadores de hoje em dia tentam refazer os passos de seus habitantes e reconstruir o que exatamente aconteceu para ver se podemos encontrar uma causa e, mais importante, uma maneira de impedir que isso aconteça novamente, com a nossa civilização.

Hoje você conhecerá 10 dessas civilizações que desapareceram misteriosamente:

10 – Cultura Clóvis

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Se você já deu um passeio pelos desertos do Novo México, deve ter se perguntado por que raios uma civilização teria resolvido viver por lá antes do advento do ar-condicionado. Mas, por mais estranho que pareça, essa área, além de ser uma terra extensa nas Américas, era o território de uma das primeiras civilizações americanas, o povo Clóvis, que recebeu o nome da cidade moderna de Clóvis, no Novo México.

Achados arqueológicos de muitos objetos e armas afiadas, foram feitos nessa região no século XXI, como obsidianas, ferramentas de ossos e martelos, que eram altamente sofisticados para a época de 9050 a 8800 a.C. Essas mesmas ferramentas e designs foram encontrados em boa parte da América do Norte, o que significa que esse grupo foi particularmente difundido.

No entanto, misteriosamente, eles acabaram desaparecendo por completo: a hipótese é de que o grupo, por sua grande extensão, acabou se ramificando, assim como ocorreu em Roma e, eventualmente, evoluíram para povos distintos em lugares diferentes, tornando o povo Clóvis os precursores de muitas outras culturas nativas americanas.

Essa hipótese é sustentada porque conexões genéticas com o povo Clóvis foram encontradas nos vestígios de povos sul-americanos.

9 – Çatalhüyük

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Os habitantes de Çatalhüyük eram uma civilização neolítica que viveu na Turquia moderna de 7500 a 5700 a.C. e, simplesmente desapareceu.

Viviam em casas de tijolos de barro, não muito diferentes das de outras civilizações extremamente antigas e possuíam sua própria arte e religião.

Não se sabe exatamente o que aconteceu com eles, não há registros literários e nem nada que possa sugerir o que de fato ocorreu. Somente restam vestígios de sua existência, mas nada há sobre seu desaparecimento.

8 – Nabateus

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São chamadas de semitas as pessoas que pertencem a um determinado grupo de línguas antigas, as quais incluem árabes, akaadianos, hebreus e outras. Um desses grupos, no entanto, era a cultura nabatéia, que existia desde pelo menos 312 a.C., e são mencionados como tendo sido atacados pelos macedônios.

Este reino antigo e aparentemente esquecido atravessou os territórios da Síria, Arábia e Palestina, tornando-se bastante complexo. A escrita nabateana acabou se desenvolvendo ao longo dos séculos para se tornar o árabe moderno, e foi apenas recentemente que pudemos refazer sua trajetória.

Eles estabeleceram vastas rotas de comércio e se tornaram uma civilização extremamente avançada tecnologicamente, com grandes sistemas de água que os ajudaram a sobreviver ao clima árido da Arábia. Eles deixaram estruturas maciças que se alinhavam com corpos celestes como outras culturas antigas, prova da existência de um gênio da engenharia entre essas pessoas. Perto do fim de sua história, eles eram fortes aliados do poderoso Império Romano, embora o imperador Trajano tenha anexado o reino de 105 a 106 d.C. Depois dessa era, nunca mais se ouviu falar dos Nabateus.

7 – Cultura Cucuteni

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Entre aproximadamente 5400 e 2700 aC, uma sociedade conhecida como cultura Cucuteni-Trypillian viveu nas áreas do que é hoje a Moldávia, Romênia e Ucrânia, mais especificamente nas montanhas dos Cárpatos.

Curiosamente, esse grupo também desapareceu da face da Terra: eles eram uma civilização primitiva que dependia muito da agricultura e dos locais próximos com abastecimento de água, como uma civilização que estava apenas em seu início.

Eles tinham uma religião própria e eram proficientes em muitas artes, incluindo escultura e cerâmica.

Antes de seu estranho desaparecimento em circunstâncias desconhecidas, essa cultura massiva abrangia impressionantes 350.000 quilômetros quadrados.

6 – Rapa Nui

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Sem dúvida este é o mais famoso dos desaparecimentos culturais: o povo Rapa Nui consistia em habitantes originais da Ilha de Páscoa, que nos deixou as famosas estátuas que o mundo inteiro conhece. O povo polinésio habitava a ilha, que agora pertence ao Chile, embora esteja a 3.500 quilômetros do país.

Devido ao seu afastamento absoluto, os Rapa Nui supostamente desapareceram devido à fome ocasionada pelo uso excessivo de recursos, que gerou a escassez. A destruição do ecossistema da Ilha Páscoa por ratos também foi apontada como a culpada, de forma que também acredita-se que os Rapa Nui viajaram para outra ilha remota, a milhares de quilômetros de distância, para iniciar um novo assentamento.

Não se sabe exatamente como eles desapareceram, mas a verdade pode muito bem ser uma combinação das muitas explicações propostas.

5 – Minoicos

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Vindo da ilha grega de Creta, os minoicos eram uma antiga civilização da Idade do Bronze que existiu entre 3000 e 1000 a.C., muito antes da Idade de Ouro de Atenas e de Alexandre, o Grande.

Os minoicos foram precursores dos gregos da conhecida Grécia Antiga, tão famosa em nossos livros de história. Eles também tinham uma cultura pagã, sendo que praticavam sacrifícios de animais, queimando oferendas, realizavam muitos cultos matizados e  festivais selvagens e orgiásticos de música e dança.

Há menções dos minoicos nos hieróglifos egípcios, o que significa que os minoicos definitivamente circulavam no mundo antigo, e tinham tecnologias de alto valor para a época.

Teorias sugerem que eles foram dizimados por uma erupção vulcânica nas ilhas de Santorini, perto de Creta. Heródoto, o famoso historiador grego, escreve que eles foram derrubados por pragas e doenças, mas simplesmente não há como dizer o que aconteceu com eles, já que Heródoto escreveu muitos séculos depois que os povos desta ilha haviam desaparecido.

4 – Anasazi

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A cultura Anasazi do sudoeste da América do Norte deixou para trás muitas estruturas e artefatos a serem encontrados antes de desaparecerem. Estima-se que o clima brutal do coração do Sudoeste ou a mudança climática que tornou as condições inabitáveis, dificultando o acesso à água.

Estruturas maciças foram construídas em penhascos e foram deixadas totalmente abandonadas, tendo sido encontradas em condições relativamente primitivas.  Essas estruturas eram perfeitamente úteis quando a guerra ia eclodir, já que os Anasazi podiam subir nessas estruturas, levantar as escadas e ficar muitos andares acima das tribos invasoras, podendo incendiar seus inimigos impunemente.

Muitas tribos nativo-americanas, assim como alguns estudiosos, afirmam que os anasazis nunca desapareceram realmente; eles apenas alcançaram a massa crítica de tamanho que uma sociedade pode se tornar antes de inevitavelmente se dividir em facções menores e se tornar novos grupos de pessoas – muito parecido com a Roma antiga. Eles acreditam que certas tribos hoje que sobrevivem são descendentes diretos do povo anasazi.

3 – Olmecas

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Os olmecas foram a primeira grande civilização mesoamericana e sua cultura era tão rica quanto bizarra e incomum.

Eles nos deixaram muitas estruturas e artefatos que existem hoje, e sua proeminência durou de 1200 a 400 a.C., com uma sociedade baseada em práticas religiosas sagradas para as quais eles construíram templos semelhantes às pirâmides. Assim como o povo polinésio da ilha de Páscoa, eles também esculpiram cabeças de pedra maciças, algumas delas até mesmo com 3 metros e o peso de 8 toneladas.

Muito dessa cultura que viveu foi perdida no tempo, e nós nem sabemos realmente como eles se chamavam ou muito sobre sua língua. “Olmeca” é um termo que os astecas tinham para se referir a eles séculos depois de seu desaparecimento, que se traduz aproximadamente como “pessoas de borracha”.

Ainda mais interessante é o fato de que nem um único traço de quem viveu ali permanece – nem mesmo os ossos. Somente temos os artefatos até hoje.

2 – Nabta Playa

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Há cerca de 11.000 a 6.000 anos parte sul do que hoje do Egito moderno vivia o povo antigo de Nabta Playa, um grupo neolítico era em grande parte nômade.

O clima da bacia de Nabta Playa fornecia abundância de água em alguns pontos do ano e depois uma seca completa em outros. Eventualmente, o povo se estabeleceu e habitou a área como uma civilização.

Porém, as mudanças climáticas tornaram a área quase inteiramente seca, deixando apenas círculo de pedras como vestígio de uma civilização que outrora viveu ali, conhecido hoje em dia como Cromeleque.

1 – Império Khmer

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Ao longo da história, o Império Khmer é um dos desaparecimentos mais recentes que ocorreram. O império existiu entre 802 d.C. e 1431 no sudeste da Ásia, abrangendo os países modernos da Tailândia, Camboja, Laos e Vietnã;

Eles tinham uma cultura mista de budistas e hindus que surgiu através de séculos de guerra.

O Império Khmer ergueu alguns dos templos e monumentos mais surpreendentes do sudeste da Ásia hoje, muitos dos quais estão em condições quase perfeitas. Porém, assim como outros dessa lista, o Império Khmer também declinou e desapareceu.

Mas, o que aconteceu com eles? Bem, alguns pesquisadores observaram que a migração do povo tailandês pode ter ultrapassado lentamente o povo Khmer, assim como as tribos germânicas se infiltrando lentamente na metade ocidental do Império Romano ao longo do tempo. Outros culparam as constantes guerras internas que o império tinha, por conta das diferenças culturais, ao passo que outros estudos ainda apontam possíveis mudanças nas condições climáticas que alteraram o acesso do povo à água da chuva, causando uma migração em massa.

Teorias variam de acordo com o motivo pelo qual caíram, mas a verdade é que ninguém realmente sabe ao certo. O que nos resta é abastecer o nosso imaginário fértil sobre quem teria vivido ali e qual tipo de história eles deixaram para nós.

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