10 animais que parecem de mentira, mas realmente existem

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O mundo animal é extremamente vasto, variado e esconde mistérios que até hoje os cientistas não conseguiram decifrar. Seja no mar, na terra ou no ar, são muitas as espécies que ainda intrigam a ciência com peculiaridades exclusivas e características que ainda não foram totalmente compreendidas.

Nessa lista, você vai conhecer 10 animais incríveis, que apesar de parecerem ter saído de um conto de fantasia, tão totalmente reais, ainda que raros.

Confira:

1. Baleia Branca

Se você gosta de leitura, talvez já tenha se debruçado sobre “Moby Dick”, de Herman Melville, escrito em 1851. A grande baleia branca, estrela da obra, não é uma invenção total. No entanto, não é assim tão comum encontrar uma baleia branca por aí.

No México, por exemplo, há uma baleia albina que se transformou em uma celebridade. Trata-se de “Galon de Leche” (ou galão de leite, em português). Infelizmente, ela é uma das únicas já encontradas e registradas, ainda que outra baleia semelhante tenha sido relatada em 2003. Neste caso, de 17 anos atrás, nenhuma evidência fotográfica foi feita, o que torna difícil afirmar se ela realmente existiu.

Galon de Leche, por sua vez, foi fotografada em 2008 e 2016.

2. Cobra estilete

Wikicommons

Em meados de 2019, pesquisadores analisavam plantas e rochas de uma floresta da Guiné e da Libéria quando se depararam com uma nova espécie de cobra, que ficou conhecida como “cobra estilete”.

Uma das principais características destas cobras é a capacidade de desferir golpes venenosos sem sequer precisar abrir a boca. É que ela possui pequenas presas nas laterais da boca, permitindo golpes pelos lados da cabeça.

O veneno desta cobra não chega a ser letal, mas é bastante perigoso e possui a capacidade de destruir as células humanas. Isso significa que, apesar de você não correr assim tanto risco de morrer por conta de uma picada desta cobra, se você não conseguir o antídoto rápido o bastante, pode acabar precisando amputar um dedo, por exemplo.

3. Peixe que derrete

Newcastle University

Em 2018, pesquisadores encontraram uma nova espécie de peixe-caracol na Trincheira do Atacama, na costa do Peru. Como se trata de um animal que vive nas profundezas do oceano, em pressões praticamente insuportáveis para seres humanos, ele precisou desenvolver um corpo totalmente gelatinoso, sem muitas estruturas ósseas.

Quando os pesquisadores tentaram retirar o animal da profundidade de mais de 7 mil metros, seu corpo desintegrou tão rapidamente que deu aos cientistas a impressão de que ele estava derretendo.

4. Bolha da lagoa

Reprodução

No ano de 2017, pesquisadores encontraram uma criatura esquisita em uma lagoa de Vancouver, que possuía a textura de gelatina, e uma forma que lembrava algo parecido com um cérebro. Posteriormente, foi concluído que se tratava de uma Pectinatella magnifica, um tipo de briozoário (colônia de organismos que vivem em união).

De acordo com os cientistas, esta espécie é um pouco difícil de ser encontrada porque muitas vezes pode ser confundida com uma rocha ou algo do tipo, além do fato de que em condições normais, quando o mar está em seu nível habitual, elas não são facilmente encontradas.

5. Isópodos gigantes

© LUMCON

Os isópodos são crustáceos, primos distantes dos caranguejos e lagostas, que podem ter surgido na Terra há pelo menos 300 milhões de anos.

Em meados de 2019, os pesquisadores realizaram um experimento interessante utilizando câmeras para entender melhor esses animais. No Golfo do México, em uma localidade onde os cientistas já sabiam da atividade de isópodos embaixo d’água, foi jogada a carcaça fresca de um crocodilo para ver como esses animais iriam se comportar na presença de um grande banquete.

Apenas alguns minutos depois que a carcaça bateu no solo, vários isópodos apareceram para a refeição, com alguns tão grandes quanto uma bola de futebol americano, de acordo com o relato dos pesquisadores.

O mais assustador, no entanto, foi a forma como eles devoraram o crocodilo, abrnido seu abdômen e dilacerando o corpo do animal de dentro para fora. Mas há um bom motivo para esse tipo de comportamento: Estes animais podem passar anos sem comer, o que significa que quando têm a oportunidade de encher o estômago, eles fazem exatamente isso.

6. Lagosta azul

Wikicommons

Animais com colorações diferentes sempre dão o que falar, e Robin Russell, que já trabalhava há muitos anos com lagostas, fez uma descoberta e tanto em 2017, quando checava uma de suas armadilhas. Em meio às lagostas normais, ele encontrou uma de coloração azul, que lhe chamou muito a atenção.

Ele deu à lagosta o apelido de “Lucky”, e o animal teve um destino diferente daqueles que acabaram parando na cozinha: Lucky foi enviada para um laboratório.

De fato, Lucky não foi a primeira lagosta azul a ser encontrada, mas o que ainda é um mistério é o que exatamente provoca essa coloração nestes animais. Alguns cientistas acreditam em mutações genéticas, enquanto outros apostam em diferenças envolvendo os níveis de astaxantina nestes animais, um tipo de pigmento que pode provocar cores distintas a depender da quantidade.

7. Abelha gigante

Clay Bolt

Em 1858, Alfred Russel Wallace encontrou uma abelha gigante, medindo algo como quatro vezes o tamanho de uma abelha-rainha convencional. Por muitos anos, os cientistas assumiram que a espécie, chamada de “abelha gigante de Wallace”, havia sido extinta, já que nenhum espécime foi encontrado durante um bom tempo.

Apenas em 1981 foi que um entomologista encontrou seis ninhos deste animal na ilha de Bacan. Depois disso, as abelhas desapareceram novamente, até 2019, quando um time cientistas que analisavam ilhas da Indonésia encontraram um novo ninho da espécie. Nele, foi encontrada uma rainha, que media assustadores 6 centímetros de uma asa até a outra.

8. Aranha com rosto de cachorro

Andreas Kay/Flickr/CC BY-NC-SA 2.0

Algo verdadeiramente estranho foi descoberto pelo cientista Andreas Kay durante uma expedição no Equador em 2017. Em uma determinada região das florestas tropicais equatorianas, o pesquisador encontrou uma espécie inusitada de aranha, que possui em seu corpo o que se assemelha com o rosto de um cachorro, ou um coelho (dependendo do ponto de vista).

A espécie, na verdade, não é assim tão nova, e já havia sido encontrada em 1959, quando recebeu o nome científico de “Metagryne bicolumnata”. O que ainda não tínhamos eram fotografias mostrando a peculiaridade bizarra desta espécie.

Para os pesquisadores, essa característica pode ter a função de afastar predadores, já que o “rosto falso” pode afugentar pelo menos parte das criaturas que pensem em transformar estas aranhas em uma refeição.

9. Esquilo arco-íris

Wikicommons

Em 2019, um fotógrafo amador subiu uma série de fotos de um esquilo colorido em seu Instagram. As imagens chamaram a atenção de vários internautas, que logo começaram a levantar a hipótese de que se tratava de uma imagem editada no Photoshop, ou de que o animal havia sido tingido artificialmente.

A boa notícia, no entanto, é que as imagens eram reais, e que nenhum animal foi machucado para registrá-las. Esses esquilos gigantes (e coloridos) vivem em uma região da península da Índia, e são chamados de “esquilos Malabar”.

Nem todos os animais desta espécie possuem tão coloração, mas existem várias imagens mostrando esses animais em diferentes tons de roxo, rosa e, muitas vezes, misturando todas as cores do arco-íris.

10. Pyrosomas

Steve Hathaway/Caters News Agency

Em 2018, pesquisadores encontraram uma criatura curiosa em White Island, na Nova Zelândia. Com um formato de tubo e medindo 8 metros, o animal em questão se assemelhava muito com um verme gigante. No entanto, tratava-se na verdade de uma colônia de criaturas chamadas “tunicados”.

Estes animais são considerados “imortais”, pois podem se replicar continuamente.

As colônias de tunicados são chamadas de “Pyrosomas”, e podem chegar a ter 18 metros de altura.

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1 comentário
  1. Tião Ferreira Diz

    A abelha gigante não entrou no video 🙂

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