10 animais gigantes que raramente são vistos por nós

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Ser grande – ou melhor, ser “gigante” – não é sinônimo de ser visível ou ser o centro das atenções. Existem algumas pessoas que, apesar de serem altas e imponentes, são tímidas e preferem se esconder nos bastidores. E pasmem: o mesmo acontece com alguns animais que, apesar de serem praticamente gigantes, possuem um comportamento tímido.

Por esse motivo é que eles passam por despercebido, como personagens secundários de uma trama em que a natureza é a grande autora. E nós, como consequência, acabamos não os vendo.

Mas hoje você conhecerá alguns desses nossos amiguinhos – que, provavelmente, você só verá por aqui mesmo, já que seus habitats também não possuem um fácil acesso. Conheça 10 animais gigantes que raramente são vistos por nós:

10 – Ariranha

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A faixa tropical da América do Sul ainda é um lar perfeito para gigantes, possuindo os maiores membros das famílias dos tatus e tamanduás, além da capivara, que é considerada o maior roedor do mundo.

Uma ariranha, também conhecida como Pteronura brasiliensis, pode chegar a ter 2 metros de comprimento, porém ao mesmo tempo que consegue lidar bem com seus predadores naturais, como jacarés e onças, as ariranhas possuem um temperamento dócil e curioso, o que a fez ser uma grande vítima da caça.

Nos dias de hoje a ariranha está ameaçada por conta da atividade humana na Amazônia e no Pantanal e, um dia, o comércio de seu couro já foi bem valioso, apesar de ser proibido em 1975.

9 – Aranha caçadora gigante

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O nome já nos parece assustador: Heteropoda máxima. Mas calma, pois felizmente, suas atividades predatórias se limitam a apenas os insetos.

Essas aranhas são difíceis de serem vistas, pois elas ficam em regiões muito estratégicas de cavernas, unicamente no Laos, sendo que mesmo ali é difícil de avistá-las.

Esta espécie foi descoberta em 2001 pelo biólogo Peter Jaegar, da Universidade de Mainz, na Alemanha, e muitas dessas aranhas foram inclusive retiradas de seu habitat por conta da demanda por animais exóticos, inclusive através do comércio ilegal.

Os biólogos estimam que, a cada cem aranhas que chegam ao seu destino final, outras mil morrem ao serem retiradas de seu habitat e espera-se que o interesse nesta espécie diminua para que ela possa continuar existindo.

8 – Rã-Golias

Foto: Reprodução

A rã-Golias é uma espécie africana de anfíbio que pode medir até 40 cm e pesar 3 kg. Sua capacidade de salto é tão impressionante que pode chegar a 3 metros de uma só vez.

Ela é considerada como o maior anuro do mundo e é uma verdadeira mestre da camuflagem, sendo que em rochas cobertas de musgo, ela é capaz de se esconder por completo.

Talvez seja por isso que não conseguimos vê-la, não é mesmo?

Este animal vive perto de rios nas florestas costeiras da África Ocidental e é uma das espécies que se encontra em vias de extinção. Infelizmente, sua população caiu 50% nas últimas três gerações, pelo motivo de que é um animal apreciado como alimento no mercado exótico, ao mesmo tempo em que os programas de reprodução em cativeiro dessa espécie não tiveram sucesso.

7 – Tatu Canastra

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Poderia ser fácil avistar um animal quase do tamanho de um porco, ainda por cima coberto de escamas e com garras de até 20 centímetros não é mesmo? Bem, não exatamente: o tatu-canastra, conhecido como Priodontes maximus, adora se esconder e, de tão misteriosos que são, cientistas tiveram que instalar câmeras neles para poderem entender mais sobre seu habitat.

O biólogo Arnaud Desbiez, coordenador do Projeto Tatu-Canastra, no Pantanal afirma que poucas pessoas viram esse animal na natureza antes do projeto ser iniciado, nem mesmo os moradores da região sabiam sobre sua existência.

O que se descobriu é que eles podem pesar até 50 quilos e alcançar no máximo 1,5 metros de comprimento, sendo este o dobro do tamanho de um tatu comum. Este tamanho, no entanto, não o ajuda a se enrolar em forma de bola para se proteger,  como ocorre com os tatus comuns.

O tatu-canastra apenas usa suas garras e, por isso, é considerado uma espécie vulnerável por conta da caça e da destruição de seu habitat.

6 – Bathynomus giganteus

@Shutterstock

Além do Tatu Canastra existe um tatuzinho bem grande por aí: uma criatura conhecida como Bathynomus giganteus, um isópodo que possui até 80 centímetros de comprimento e pode chegar a pesar até 2kgs.

A diferença é que esse “tatu” é um crustáceo, parente distante do camarão e do caranguejo, e vive nas profundezas do oceano.

O exoesqueleto rígido que ele possui, assim como de seus parentes, e é capaz de se enrolar como uma bola para se proteger. Eles possuem sete patas enormes e habitam as profundezas há mais de 2 mil metros das águas frias da costa americana.

Sua alimentação consiste em cadáveres de baleias, peixes e lulas e eles podem ser encontrados em aquários de todo o mundo, principalmente no Japão – um país em que esse tipo de animal é muito popular.

5 – Borboleta gigante

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Pode parecer assustador, mas elas existem: Ornithoptera alexandrae é o nome da borboleta que é tão grande a ponto de ser confundida com um pássaro em Papua-Nova Guiné.

Há uma boa concentração dessa espécie em uma pequena área de floresta tropical perto do litoral. Este inseto foi descoberto em 1906 e, por conta do seu tamanho, passou a ser um dos insetos mais cobiçados por colecionadores, algo que fez a espécie ser reduzida dramaticamente,

As fêmeas podem atingir uma envergadura recorde de 30 centímetros e, mesmo proibida em 1966, a caça ilegal e a destruição de seu habitat fez reduzir a sua população.

4 – Phobaeticus chani

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Insetos nem sempre cabem na palma da mão de uma pessoa: alguns podem de fato ser gigantes. E o maior deles foi descoberto em 2008, muito similar a um galho de árvore.

Phobaeticus chani é uma espécie de bicho-pau, considerada a maior espécie de inseto do mundo. O maior espécime conhecido desta categoria tem 50 centímetros com as pernas esticadas e hoje faz parte da coleção do Museu de História Natural de Londres.

Pouco se sabe sobre o Phobaeticus chani, mas sabemos que os machos são marrons e as fêmeas possuem uma tonalidade mais esverdeada.

Eles vivem nas copas de árvores e as fêmeas dessa espécie põem ovos que se parecem muito com sementes.

3 – Peixe-Remo

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O peixe-remo tem uma aparência pra lá de assustadora, muito similar a uma serpente que navega pelas águas. Seu nome científico é Regalecus glesne, mas ele recebeu o nome de “peixe-remo” por conta de suas longas nadadeiras pélvicas parecerem remos.

Esta espécie pode chegar a 17 metros de comprimento, o que faz dele o maior peixe ósseo do mundo.

Incrível, não é mesmo? Mas não por isso apenas: o peixe-remo é uma das criaturas mais misteriosas do planeta, que vive escondido nas profundezas do oceano com outros seres gigantes.

Por esse motivo é extremamente raro o avistamento de um peixe-remo, sendo que somente submarinos conseguiram, com muito esforço, fazer essa tarefa.

Geralmente espécies que habitam as profundezas do oceano só emergem quando feridas ou já mortas.

2 – Lula Gigante

Foto: Reprodução

As lulas são animais esquisitos por natureza mas, você alguma vez já viu alguma lula gigante? Provavelmente não, não é mesmo?

Bem, o motivo é muito simples: esses seres moram há muitos metros sob a superfície do oceano, de modo que seu tamanho final pode atingir os 13 metros de comprimento.

Essas lulas-gigantes, também conhecidas como Architeuthis, são tão misteriosas que várias lendas e histórias surgiram sobre elas, como por exemplo, a lenda do Kraken.

Mas alguns encontros inusitados entre elas e seres humanos em áreas mais superficiais do mar já ocorreram, geralmente quando as lulas foram atacadas ou feridas.

A descoberta da existência de uma lula-gigante ocorreu em 2012, quando uma equipe de cientistas de várias nacionalidades enviou um veículo submersível à costa do Japão para fins de estudo.

1 – Bubo blakistoni

Foto: Reprodução

A Bubo blakistoni é uma das maiores corujas do mundo e ainda existe muito debate na comunidade científica sobre qual seja a maior delas em si.

Essa espécie foi descoberta pelo naturalista Thomas Blakiston em 1883 e, por viver em florestas próximas aos rios na Sibéria, no nordeste da China, na Coreia do Norte e no Japão, é muito difícil de avistá-la. A Bubo blakistoni está bem próxima de ser a maior coruja do mundo, pois chega a pesar 4,6 quilos, tendo uma envergadura de quase 2 metros. Sua alimentação é à base de peixes, mas existem poucos exemplares dessa coruja no mundo, já que a perseguição de caçadores, da redução das reservas pesqueiras e da destruição de seu habitat, levou essa espécie à beira da extinção.

Essa espécie é tão diferente que na ilha de Hokkaido, no Japão, era considerada nas antigas lendas um espírito que protegia as aldeias do povo indígena Ainu.

Já hoje, não passam de nobres seres que lutam por sua sobrevivência e a manutenção de sua espécie.

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