Você sabe de onde de fato surgiu o mistério de Atlântida?

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Você sabe de onde os rumores sobre Atlântida surgiram?

Você certamente já deve ter visto em vários locais na internet, fotos de pesquisadores encontrando estátuas e relíquias históricas submersas, que muitas fontes não oficiais afirmam deliberadamente ser uma prova da existência Atlântida.

Não obstante, muitas páginas da web divulgam fotos, até mesmo de obras de arte do Museu Submerso Europeu revogando a existência inquestionável de Atlântida. Mas, você sabe de onde os rumores sobre Atlântida surgiram?

Obra do Museu Submerso Europeu

De onde surgiu a história de Atlântida?

Em grego a palavra “Atlântida” remonta à palavra “filha de Atlas”, um dos titãs condenados por Zeus a carregar o mundo. Essa lendária ilha ou continente (como também é chamada) foi conhecida primeiramente pela menção feita pelo filósofo Platão em suas obras “Timeu” e “Timeu e Crítias ou a Atlântida”.

Nos contos do filósofo, Platão revela que Atlântida era uma civilização de extremo poderio, principalmente bélico e naval. Estaria localizada “para lá das Colunas de Hércules”.

Platão diz que os habitantes haviam conquistado várias da Europa Ocidental e África há 99600 a.C. e, após uma tentativa fracassada de invadir Atenas, Atlântida haveria afundado por completo no oceano.

Muitos estudiosos de Platão, que são livros que devem ser estudados com cautela, dizem que esta poderia ser uma alegoria com as batalhas como a erupção de Thera ou a guerra de Troia, enquanto outros estudiosos afirmam que são os eventos como a destruição de Helique em 373 a.C. ou a invasão ateniense da Sicília em 415 a.C. – 413 a.C., que foi um grande fracasso.

Possível localização geográfica

Alguns teóricos sugerem que Atlântida esteja localizada sobre a Dorsal Oceânica que – no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde, outras fontes dizem que Atlântida pode estar próximo da África, em relação com as Ilhas Santorini ou ainda no próprio Triângulo das Bermudas.

Teorias de possíveis localizações não faltam a respeito deste local, que todavia necessita de recursos para ser estudado.

Tenha cuidado com a internet

Falar sobre uma civilização perdida é um extremo legado histórico para humanidade inteira. Enquanto pesquisadores, arqueólogos e cientistas procuram de fato informações que assegurem a real achada deste possível continente perdido ou menos tentar compreender o que dizem as obras platônicas em suas alegorias, devemos ter cautela em aceitarmos as informações veiculadas na web.

Luciana Calogeras é professora e pesquisadora curiosa em diversas áreas do conhecimento. Qualquer sugestão ou feedback, fique à vontade para entrar em contato em seu perfil do Facebook.

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