China pretende construir usina de energia solar em Chernobyl

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China pretende construir usina de energia solar em Chernobyl

Ao pensar em Chernobyl, provavelmente as pessoas não pensam em energia limpa, renovável e sustentável. No entanto, atualmente é possível que as grandes áreas abandonadas após o desastre nuclear se torne uma maciça usina de energia solar.

A ideia foi apresentada pelo governo ucraniano originalmente este ano, e ao que tudo indica, duas empresas chinesas estão mostrando interesse em realizar o projeto. As empresas GCL-SI e CCEC anunciaram que esperam começar a construção da planta – com uma potência de 1 gigawatt – no próximo ano.

“Haverão benefícios sociais e econômicos na medida em que formos renovando a área com energia renovável e limpa”, afirmou Shu Hua, presidente da GCL-CI ao Reuters.

Após o colapso na usina nuclear de Chernobyl em 1986, a cidade de Pripyat foi cercada com uma zona de exclusão de 2600 quilômetros quadrados. A zona é composta basicamente por florestas e campos abertos, ideais para captação de energia solar.

Os níveis de radiação em torno da usina ainda permanecem elevados, e provavelmente continuarão assim por milhares de anos. Nas primeiras três décadas após o colapso, cientistas já viam algumas evidências de que a radiação estava causando danos aos animais locais.

No entanto, a área não é o deserto pós apocalíptico que é normalmente descrita; algumas partes da zona de exclusão contém níveis de radiação considerados seguros. Embora a localização exata do projeto ainda não foi divulgada, as empresas afirmam que estão examinando o terreno para verificar os níveis de radiação.

20 anos, morador de Porto Alegre/RS. Foragido da Engenharia de Energia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou a graduação em Administração na mesma universidade. Viciado em HQs da DC Comics e em gatos, este autor tornou-se a pessoa mais feliz do mundo ao transformar seu hobby em trabalho: escrever para o Mistérios do Mundo e Climatologia Geográfica. Contato para dúvidas, sugestões, críticas ou qualquer outro feedback: matheusgoncalves.d@gmail.com ou só clicar no botão que redireciona para o Facebook.

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