Arqueólogos encontram múmias de 4 mil anos no Reino Unido

Arqueólogos encontram múmias de 4 mil anos no Reino Unido
2.742 visitas
Uma nova análise científica em ossos primitivos mostra que o povo que vivia nas ilhas na Era do Bronze tinha o hábito de mumificar seus mortos.

As Ilhas Britânicas possuem um clima chuvoso, úmido, que complica a preservação de corpos humanos ao longo do tempo. No entanto, uma nova análise científica em ossos primitivos mostra que o povo que vivia nas ilhas na Era do Bronze tinha o hábito de mumificar seus mortos.

Mas isso não quer dizer que os britânicos da época mumificavam os falecidos da mesma forma como os egípcios. Entre 2200 a.C. e 750 a.C., esse povo utilizou diversas formas de preservação de corpos. A diferença para as múmias egípcias se dá, principalmente, pelo fator climático. Nas ilhas, o clima chuvoso faz com que as camadas de pele, carne, e órgãos se desidratem com o passar do tempo, dando um aspecto bem diferente às múmias. No entanto, os ossos restantes podem dizer aos especialistas se houve mumificação, e a quanto isso aconteceu.

“Os resultados que encontramos mostram que as populações britânicas da Idade do Bronze praticavam a mumificação em alguns dos seus mortos. O que permanece incerto é o critério de seleção”, escreveram os pesquisadores em um relatório.

Como os cientistas sabem que houve mumificação?

Como os cientistas sabem que houve mumificação?

O estudante de pós-doutorado de Ciências da Terra no Museu de História Natural de Londres, Thomas Booth, explica que a ação das bactérias intestinais é que ajuda os cientistas a entender quando ocorreu processo de mumificação em um cadáver.

“Quando você morre e suas células começam a se quebrar, as bactérias que antes ficavam apenas em seus respectivos lugares, não têm mais limites. E elas não são leais ao seu corpo: começam a atacar suas camadas mais finas em apenas algumas horas depois que você morre”, disse.

As bactérias, que antes estavam presentes no nosso trato digestivo, e até mesmo nos ajudavam no processo de digestão, voltam-se contra nós, se alimentando de pele e carne. Eis que, em determinado ponto, essas bactérias chegam aos ossos, onde se alimentam de proteínas e acabam deixando túneis microscópicos como vestígios da sua ação.

Grande parte dos ossos que são encontrados enterrados mostram esses túneis ósseos, dizem os pesquisadores, mas a grande jogada é que, em corpos mumificados, a quantidade desses túneis costuma ser muito inferior – ou até mesmo nula.

Quando Booth e seus colegas observaram os esqueletos britânicos da Era do Bronze, eles perceberam que havia poucas evidências de ataque de bactérias, e em alguns casos não havia nenhuma. Por isso, a melhor explicação para esse fenômeno é a mumificação, ainda qe todas as camadas de pele e carne tenham sido extintas pela ação do clima e do tempo.

O estudo foi publicado no dia 30 de setembro na revista ‘Antiquity’. [LiveScience]

Comentários