Arqueólogos encontram os primeiros vendedores de maconha da história

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Arqueólogos encontram os primeiros vendedores de maconha da história

5.000 anos antes de homens parados em esquinas, o povo Yamnaya pode ter sido o primeiro a comercializar maconha no mundo, segundo um novo estudo sobre a história da maconha.

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Pesquisadores do Instituto Arqueológico Alemão e da Universidade Livre de Berlim analisaram registros arqueológicos e ambientais das fibras de maconha em toda a Europa e Ásia Oriental. Sua interpretação revelou a controversa afirmação de que a maconha não foi domesticada pela primeira vez na China ou na Ásia Central.

Na verdade, eles descobriram que a maconha era usada em toda a Europa e Ásia Oriental em algum período entre 11.500 e 10.200 anos atrás. No entanto, não foi amplamente comercializada até que os nômades Yamnaya entrassem em ação há cerca de 5.000 anos atrás.

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Os Yamnaya migraram para a Europa central das regiões da atual Ucrânia e Rússia. Eles faziam uso das fibras do cânhamo para fabricar cordas, na produção têxtil, na medicina, e claro, pra sair da casinha. Haviam também comerciantes que podem ter estabelecido uma rota de comercio que se estendia da Europa até a Ásia Oriental, do outro lado das estepes.

Enquanto eles estiveram vendendo, pareceu haver um boom de maconha na Ásia oriental, cerca de 5.000 anos atrás, no início da Idade do Bronze, o que os pesquisadores não acreditam se tratar de mera coincidência. Sua análise parece apontar para a teoria de que o império comercial dos Yamnaya envolveu o comércio de maconha.

“As múltiplas utilidades da maconha pode ter tornado-a um candidato ideal para ser uma ‘cultura visando o lucro’, uma planta cultivada principalmente para fins de troca”, disse um dos pesquisadores.

No entanto, os pesquisadores acrescentaram que essa não era a única mercadoria negociada. Boa parte do seu comércio parece ter incluído objetos de bronze, trigo, cevada, milho e cavalos. Essas interações também causaram intercâmbios culturais significativos, além de trocas de influências linguísticas e transmissões de doenças pandêmicas. [IFLS]

20 anos, morador de Porto Alegre/RS. Foragido da Engenharia de Energia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou a graduação em Administração na mesma universidade. Viciado em HQs da DC Comics e em gatos, este autor tornou-se a pessoa mais feliz do mundo ao transformar seu hobby em trabalho: escrever para o Mistérios do Mundo e Climatologia Geográfica. Contato para dúvidas, sugestões, críticas ou qualquer outro feedback: matheusgoncalves.d@gmail.com ou só clicar no botão que redireciona para o Facebook.

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